Retomada pelo governador em 2019, após cinco anos de abandono, Expoagro ganhou sede própria, triplicou sua movimentação financeira e chega a 2026 projetando o maior volume de negócios de sua história
Wilson Lima tirou a Expoagro do apagão e transformou feira em potência de R$ 260 milhões

Durante cinco anos, uma das principais vitrines do setor primário do Amazonas simplesmente desapareceu do calendário. Entre 2014 e 2018, não houve Expoagro. Com a interrupção, produtores também perderam espaço para apresentar sua produção, acessar linhas de crédito, conhecer novas tecnologias e fechar negócios.
A virada ocorreu em 2019. Logo no primeiro ano à frente do Governo do Amazonas, Wilson Lima tomou a decisão de resgatar a Exposição Agropecuária do Amazonas, que havia deixado de ser realizada durante as gestões de José Melo, David Almeida e Amazonino Mendes.
Sete anos depois, a decisão carrega a impressão digital de Wilson Lima: a Expoagro não apenas voltou ao calendário, como ganhou endereço definitivo em Manaus e chega à 48ª edição com a expectativa de movimentar R$ 260 milhões — o maior volume de negócios de sua história.
Na retomada, em 2019, a feira movimentou mais de R$ 78 milhões entre negócios e operações de crédito. Cerca de 350 mil pessoas passaram pelo evento, que reuniu aproximadamente 300 expositores, entre agricultores, pecuaristas, pescadores, piscicultores, produtores rurais e empresas do segmento.
Não foi apenas o retorno de um evento popular. Para o setor primário, significou recuperar um ambiente estratégico no qual produção, financiamento, tecnologia, máquinas, empresas e compradores poderiam voltar a se encontrar.
Ainda em janeiro de 2019, logo após assumir o governo, Wilson Lima havia determinado a retomada da Expoagro. A proposta era devolver aos produtores rurais uma grande vitrine para seus produtos e ampliar o acesso a tecnologias e mecanismos de financiamento.
A 41ª Expoagro abriu as portas entre os dias 3 e 6 de outubro, na área externa do Centro Universitário Nilton Lins. Durante a programação, Wilson assinou medidas destinadas a diferentes cadeias produtivas e concedeu incentivos fiscais, incluindo isenção de ICMS para empresas que comercializassem máquinas e implementos agrícolas na feira.
Era o início de uma reconstrução. Mas ainda faltava resolver um problema histórico: a Expoagro precisava de uma casa.
De feira itinerante a patrimônio permanente
Quando voltou, em 2019, a Expoagro ainda não possuía uma sede definitiva. Na última edição anterior à paralisação, realizada em 2013, o evento havia deixado Manaus e acontecido em Iranduba. Naquele momento, chegou a ser anunciado um parque de exposições às margens da AM-070, mas o projeto não avançou.
Seis anos depois, durante a abertura da Expoagro de 2019, Wilson Lima assinou o termo de cessão de um terreno no quilômetro 2 da BR-174 para a construção do novo Parque de Exposições.
O projeto previa uma área de aproximadamente 120 mil metros quadrados, com espaços destinados ao público, expositores, estacionamento e toda a infraestrutura necessária para a realização da feira.
As obras começaram em 2022 e incluíram pavimentação, drenagem, abastecimento de água, esgotamento sanitário, rede elétrica, iluminação, pista para rodeio e vaquejada, currais, pavilhões, baias, praça de alimentação e áreas administrativas.
Enquanto o parque não ficava pronto, a Expoagro continuou ocupando espaços provisórios. A 44ª edição, em 2022, por exemplo, foi realizada no Kartódromo da Vila Olímpica.
A mudança definitiva aconteceria no ano seguinte.
A Expoagro cria raízes
Em 2023, quatro anos depois de ser resgatada por Wilson Lima, a Expoagro finalmente ganhou uma casa própria.
A 45ª edição foi a primeira realizada no Parque Multiuso Dr. Eurípedes Ferreira Lins, na BR-174. A inauguração dessa nova fase veio acompanhada de números expressivos: mais de R$ 194 milhões movimentados, 527 expositores e público superior a 180 mil pessoas.
A sede própria eliminou uma incerteza que acompanhava a feira havia anos: onde seria realizada a edição seguinte.
O parque também passou a receber outras ações ligadas ao setor primário, como entregas de mudas, alevinos, alimentos da agricultura familiar e cartões destinados aos produtores rurais.
Com isso, a Expoagro deixou de ser apenas um evento recuperado do calendário. Tornou-se uma política permanente de valorização do setor primário, sustentada por uma estrutura definitiva.
De R$ 78 milhões a R$ 260 milhões
A evolução financeira da Expoagro dimensiona o resultado da decisão tomada por Wilson Lima em 2019.
Na primeira edição após cinco anos de paralisação, foram movimentados mais de R$ 78 milhões. Em 2021, o volume subiu para R$ 103 milhões entre negócios e operações de crédito. Em 2022, alcançou R$ 147 milhões.
Em 2023, já no novo parque, a movimentação ultrapassou R$ 194 milhões. Em 2025, chegou a R$ 224,4 milhões, além de reunir mais de 180 mil visitantes e oferecer atividades de capacitação e cursos relacionados ao setor.
Agora, a 48ª edição projeta um novo recorde. Realizada entre os dias 16 e 23 de agosto, no Parque Multiuso Dr. Eurípedes Ferreira Lins, a Expoagro de 2026 tem expectativa de superar R$ 260 milhões em negócios durante oito dias de programação.
Caso a projeção seja confirmada, será o maior resultado já registrado pela feira. A comparação com 2019 sintetiza a transformação: a movimentação saiu de pouco mais de R$ 78 milhões para uma expectativa superior a R$ 260 milhões — mais de três vezes o valor alcançado na retomada.
Do apagão à consolidação, a trajetória da Expoagro tem uma marca política evidente. Foi Wilson Lima quem decidiu resgatar a feira, garantiu a construção de sua sede permanente e entregou ao setor primário uma vitrine que agora se prepara para bater o maior recorde financeiro de sua história.









