Depois de acumular provocações nas redes sociais, Wilson Lima resolveu mudar de postura, entrou no jogo do adversário e passou a responder Salazar com ironia. A diferença é que, agora, a zoeira mudou de lado. Durante muito tempo, o Sargento Salazar pareceu confortável no papel de provocador. Com forte presença nas redes sociais, ataques diretos …
Wilson muda a tática com Salazar e agora é o sargento quem está sendo “trolado”

Depois de acumular provocações nas redes sociais, Wilson Lima resolveu mudar de postura, entrou no jogo do adversário e passou a responder Salazar com ironia. A diferença é que, agora, a zoeira mudou de lado.
Durante muito tempo, o Sargento Salazar pareceu confortável no papel de provocador. Com forte presença nas redes sociais, ataques diretos e uma comunicação sem cerimônia, transformou Wilson Lima em um de seus alvos políticos preferenciais.
Wilson aparentemente cansou de apenas receber as provocações e resolveu adotar uma estratégia diferente: em vez de ser vítima da “trolagem”, começou a trolar de volta.
A mudança é perceptível principalmente no comportamento político de Wilson. O ex-governador passou a tratar as investidas de Salazar com mais ironia, bom humor e provocação, evitando entregar ao adversário exatamente aquilo que ele procura: uma reação pesada capaz de alimentar ainda mais a repercussão nas redes.
A estratégia é simples.
Se Salazar construiu boa parte de sua comunicação política utilizando vídeos, provocações e linguagem direta para constranger adversários, Wilson decidiu responder dentro da mesma lógica.
Só que existe uma diferença importante: Wilson carrega anos de experiência eleitoral, comanda o maior grupo político do Estado e conhece o peso de transformar uma provocação aparentemente banal em fato político.
Por isso, ao invés de entrar em uma guerra declarada, Wilson parece preferir brincar com Salazar.
E talvez seja exatamente aí que esteja o maior incômodo.
Porque uma coisa é atacar um adversário que reage indignado. Outra completamente diferente é provocar alguém que responde dando risada e ainda devolve a provocação.
O confronto também revela uma disputa silenciosa por espaço dentro do eleitorado de direita no Amazonas.
Salazar tenta ampliar seu protagonismo político apostando justamente no eleitorado conservador e em sua enorme capacidade de comunicação digital. Wilson, pré-candidato ao Senado, também sabe que uma parcela importante desse público estará em disputa nas urnas e ele quer esse apoio.
Portanto, por trás das brincadeiras existe política e muita.
Wilson parece ter entendido que simplesmente ignorar Salazar poderia permitir que o adversário continuasse monopolizando a narrativa. Partir para um confronto raivoso, por outro lado, seria jogar exatamente o jogo que Salazar gostaria.
A saída encontrada foi outra: devolver na ironia.
O resultado é uma curiosa inversão de papéis.
Durante muito tempo, Salazar escolheu Wilson como personagem das suas provocações. Agora, Wilson decidiu transformar o próprio Salazar em personagem.
Na política amazonense, a zoeira parece ter trocado de dono.
E Salazar, que durante tanto tempo distribuiu “trolagem”, começa a descobrir que receber pode ser bem diferente de fazer.









