Em todo o Brasil, nesta terça-feira (14), entidades representativas da enfermagem se mobilizaram para realizarem um ato em prol do pagamento piso salarial da enfermagem. No Amazonas, os profissionais realizaram uma caminhada em protesto partindo da praça do Eldorado até a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Na sede do legislativo estadual cerca de 200 profissionais …
???? Enfermeiros e profissionais de saúde exigem piso salarial e ameaçam entrar em greve no Amazonas

Em todo o Brasil, nesta terça-feira (14), entidades representativas da enfermagem se mobilizaram para realizarem um ato em prol do pagamento piso salarial da enfermagem. No Amazonas, os profissionais realizaram uma caminhada em protesto partindo da praça do Eldorado até a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Na sede do legislativo estadual cerca de 200 profissionais de saúde entraram nas galerias do plenário para protestar contra a suspensão do piso sancionado em agosto do ano passado pelo Presidente Bolsonaro. A lei sancionada instituiu como salário-mínimo o valor de R$ 4.750 para Enfermeiros, R$ 3.325 para Técnicos de Enfermagem e R$ 2.375 para Auxiliares de Enfermagem e Parteiras.
A medida ainda está suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada pelo Ministro Barroso que avaliou falta de fonte de custeio para o piso e alegou suposto risco de piora na prestação de serviço da saúde se aprovado.
Contudo, o Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) afirma que foi formado um Grupo de Trabalho que já redigiu uma lei para destravar o pagamento do piso. Porém, tal documento, que aponta as fontes de custeio para o Piso Salarial, deverá ser validado por Medida Provisória (MP), que é uma norma editada pelo próprio Presidente da República com força de lei para situações de urgência e relevância.
Um agravante para os protestos no Amazonas é que cerca de 2.500 trabalhadores da saúde afirmam estar no mínimo três meses sem receber salários e há casos de profissionais que estão quase seis meses sem os provento, de acordo com o SINDPRIV-AM (Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas Beneficentes e Religiosas e em Estabelecimento de Serviços de Saúde no Estado do Amazonas).
Durante a sessão plenária, o deputado Wilker Barreto (Cidadania) cedeu alguns minutos do seu tempo na tribuna para que os representantes da classe pudessem se manifestar.
“A enfermagem está pedindo socorro! Ela precisa de ajuda! Apoiem! Porque se a Medida Provisória não for editada. No dia 10 de março, lançaremos o indicativo de greve! E será em todo o Brasil, o Brasil vai parar! 30% vão trabalhar e 70% para! Quem sabe assim vão nos enxergar! Peço desculpa a população, mas infelizmente alguém vai ter que sofrer se o direito nosso não for cumprido!” declarou Graciete Mouzinho, Líder do SINDPRIV-AM.
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