Presidente Lula ficou extremamente incomodado com articulação de Davi Alcolumbre para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF
Lula vai reagir friamente a Alcolumbre após derrota de Messias

O presidente Lula sinalizou a aliados que pretende reagir friamente a Davi Alcolumbre (União-AP) após o presidente do Senado Federal patrocinar a derrota histórica de Jorge Messias na Casa.
Segundo três auxiliares e aliados de Lula ouvidos pela coluna de Igor Gadelha sob reserva, o petista não fará retaliação pública — como, por exemplo, demitir indicados de Alcolumbre no governo.
“O presidente não pensa em uma vingança publicizada. Ele vai analisar com calma”, afirmou um petista próximo de Lula.
Um integrante do governo, por sua vez, reforçou que Lula pretende reagir a Alcolumbre com cautela e estratégia. “O presidente vai comer pelas beiradas, friamente“, disse essa fonte.
Lula precisa de Alcolumbre
Aliados lembram que Lula não costuma reagir no calor da emoção. Também admitem que o governo teria hoje mais a perder do que a ganhar, se reagir bruscamente contra Alcolumbre.
Lula e seus ministros sabem que ainda precisará do presidente do Senado para aprovar pautas importantes – entre elas, o fim da escala de trabalho 6×1, tema da campanha de Lula.
Auxiliares dizem que, embora não pense em uma retaliação a Alcolumbre agora, Lula está muito incomodado com a articulação do presidente do Senado para rejeitar a indicação de Messias ao STF.
Nos bastidores, o petista atribui a derrota de Messias a um acordão entre Alcolumbre, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Para o governo, o acordo teria envolvido ainda a derrubada dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, e a manutenção dessa decisão pelo STF.
Nos últimos dias, segundo fontes do Planalto, o presidente disse a aliados não ver um motivo sequer para os senadores terem rejeitado a indicação de Messias por 42 votos a 34.
Por isso, Lula avalia que haveria espaço para insistir na indicação do ministro da AGU ao Supremo, desde que de forma bem negociada com o Senado, para evitar nova derrota.
Com informações de Metrópoles










