Técnica em enfermagem ignorou orientação ao medicar Benício, diz polícia

Raiza Bentes não ouviu orientação de colega de profissão

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A técnica em enfermagem Raiza Bentes ignorou orientações sobre o modo de aplicar a medicação no menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, durante atendimento no Hospital Santa Júlia, segundo o delegado Marcelo Martins, responsável pelo caso. Ela foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual.

De acordo com a investigação, a médica Juliana Brasil receitou adrenalina intravenosa para o menino, método que não seria o mais adequado. Ao buscar a medicação na farmácia do hospital, Raiza foi orientada por outra técnica a realizar a aplicação por inalação, orientação que acabou sendo ignorada.

A técnica que estava no local, inclusive, preparou um kit de nebulização e orientou Raiza a seguir o procedimento indicado.

“A Raiza vai e não escuta isso, e aplica de forma intravenosa porque quis seguir a prescrição. Ela foi orientada a seguir os protocolos e também a dupla checagem”, disse o delegado.

Além disso, o delegado descreveu a postura da técnica como arrogante, afirmando que ela resistia em pedir orientação e agia de forma insubordinada, o que, segundo ele, contribuiu para a morte do menino Benício.

Entenda o caso

O “caso Benício” ganhou grande repercussão após a morte da criança, que teria recebido uma superdosagem de adrenalina na veia, de forma incorreta, no Hospital Santa Júlia, em Manaus, no dia 23 de novembro de 2025. Segundo as investigações, a profissional responsável pela aplicação teria ignorado orientações, o que pode ter causado a piora do quadro e levado ao óbito.

A polícia apura possível erro médico e a responsabilização dos profissionais envolvidos. O caso gerou forte comoção, principalmente entre familiares, que cobram justiça e punição, além de levantar discussões sobre falhas no atendimento e segurança nos procedimentos de saúde.

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