???? Imprensa russa põe em xeque desastre provocado por míssil que atingiu hospital de Gaza

Inicialmente, o Hamas, grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza, acusou Israel de ter bombardeado um hospital na região. O ataque, ocorrido na terça-feira 17, teria sido responsável pela morte de cerca de 500 civis. Nesta quarta-feira, 18, a versão propagada pelo Hamas não se sustentou. Pelas redes sociais, as Forças de Defesa de …

Compartilhar em:

Inicialmente, o Hamas, grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza, acusou Israel de ter bombardeado um hospital na região. O ataque, ocorrido na terça-feira 17, teria sido responsável pela morte de cerca de 500 civis.

Nesta quarta-feira, 18, a versão propagada pelo Hamas não se sustentou. Pelas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel (FDI) mostraram que, numa conversa interceptada, dois terroristas do grupo confirmaram que o míssil que atingiu a área hospitalar foi disparado por integrantes da Jihad Islâmica.

O lançamento ocorreu de um cemitério próximo ao hospital. O míssil teria o território israelense como alvo, mas, por falha, acabou caindo dentro da própria Faixa de Gaza.

Agora, um vídeo da agência estatal de notícias da Rússia, a Tass, põe em xeque até mesmo o número de vítimas por causa do míssil. O material, que ganhou as redes sociais nas últimas horas, mostra, em vez do hospital, o estacionamento próximo como o principal local afetado pelo disparo dos terroristas islâmicos.

O vídeo da Tass mostra carros em meio a destroços. Além disso, o material, de 51 segundos, exibe o interior de uma igreja, aparentemente também atingida pelo míssil que, originalmente, teria Israel como alvo. Não aparecem imagens de destruição do hospital.

Mudança de postura da imprensa

O professor Pedro Burgos, do departamento de comunicação do Insper, foi um dos que compartilharam o vídeo da agência de notícias russa. De acordo com ele, o registro ajuda parte da imprensa a mudar o discurso em relação ao míssil que atingiu as proximidades de um hospital.

“Os sites de notícias estrangeiros agora usam ‘explosão’ (blast/explosion) para descrever o causador da tragédia de ontem no hospital em Gaza, e não mais ‘ataque israelense’”, afirma Burgos, em postagem no Twitter/X. “Até a Al Jazeera tirou Israel da chamada principal.”

Nesse sentido, além do vídeo, a versão em inglês do site da Tass destacou a versão da FDI sobre o ocorrido. A agência russa divulgou declaração do porta-voz do órgão israelense, Daniel Hagari.

“Daniel Hagari afirmou que se o hospital de Gaza tivesse sido realmente atingido por um míssil israelense, a arma teria deixado uma cratera no local”, informa a Tass. “E também teria causado danos consideráveis ​​a edifícios próximos.”

Compartilhar em: