????Derrubada do muro do CSU gera discussão na Câmara Municipal: ‘privatização de espaço público’

Vereadores da Câmara Municipal de Manaus usaram a tribuna para discutir o caso do Muro do Centro Social Urbano (CSU) do Parque 10, zona Centro-Sul da capital. No último domingo (18), vídeos compartilhados na internet mostram homens destruindo a mureta para criar um estacionamento rotativo improvisado com valor de R$ 10 por veículo. Com a …

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Vereadores da Câmara Municipal de Manaus usaram a tribuna para discutir o caso do Muro do Centro Social Urbano (CSU) do Parque 10, zona Centro-Sul da capital. No último domingo (18), vídeos compartilhados na internet mostram homens destruindo a mureta para criar um estacionamento rotativo improvisado com valor de R$ 10 por veículo.

Com a alegação de privatização de espaço público, o vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) questiona quem pode ter autorizado a derrubada do muro CSU que permitiu a exploração comercial do local como estacionamento.

“A pergunta que eu faço é quem autorizou essa empresa ou pessoa a explorar comercialmente o CSU do Parque 10? Ele não tem autorização para isso! O CSU é público, é do povo!”, diz o vereador.

O parlamentar pede ao poder público municipal que faça a imediata reconstrução da mureta e que responsabilize os envolvidos na cobrança ilegal de estacionamento.

“Isso causa indignação na população […] porque se acham donos do CSU do Parque 10! Quebraram o muro e explorando ali o espaço público para ganhar dinheiro”, acrescenta Rodrigo Guedes.

Guedes esteve no local no domingo (18) e divulgou sua visita por meio de uma transmissão ao vivo pelas redes sociais. Nas imagens, é possível ver que o estacionamento improvisado estava sendo gerenciado por funcionários de um empresa de segurança de nome Vortex e o responsável pela cobrança seria supostamente um senhor de nome Aderbal, que se apresentou como coordenador do Centro Social.

A transmissão exibe o momento que o responsável pelo local afirma ter autorizado a criação do estacionamento para atender uma demanda do público que vai ao CSU para acompanhar os festejos folclóricos de junho e que o valor pago por carro seria uma taxa pelo serviço.

“Estamos tendendo uma demanda da população que tava precisando de estacionamento e, além disso, não estamos cobrando, só estamos pedindo a taxa de R$ 10”, afirma Aderbal.

A equipe do trânsito do IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana) foi acionada no domingo (18) para averiguar a denúncia. Depois de confirmada, foi determinado que não houvesse cobrança de estacionamento.

A Prefeitura de Manaus se manifestou por meio de nota e afirma que “será instaurada uma investigação interna para apurar as responsabilidades pela destruição da mureta e grades, visando identificar os agentes envolvidos e tomar as devidas providências. De imediato, a Prefeitura de Manaus irá reparar os danos causados à estrutura do CSU do Parque 10 ainda nesta segunda-feira (19)”

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