???? Coluna 35 de Gabriel F. Melo | Apenas Coincidências: Ministros do TSE Voam em Jatinho com Haddad Após Decretar Inelegibilidade de Bolsonaro

Nada como uma boa coincidência para iluminar nossos dias e dissipar quaisquer dúvidas sobre a imparcialidade e a ética irrepreensível dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Afinal, o recente episódio em que os ministros voaram em um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) com Fernando Haddad, após terem declarado a inelegibilidade do ex-presidente, é …

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Nada como uma boa coincidência para iluminar nossos dias e dissipar quaisquer dúvidas sobre a imparcialidade e a ética irrepreensível dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Afinal, o recente episódio em que os ministros voaram em um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) com Fernando Haddad, após terem declarado a inelegibilidade do ex-presidente, é uma clara demonstração de como o Poder Judiciário é isento e imune a qualquer influência.

É absolutamente fascinante testemunhar a casualidade em ação. Três ministros do TSE – Alexandre de Moraes, Floriano Marques e André Ramos Tavares – simplesmente decidiram voar no mesmo avião que Haddad, o que, evidentemente, não poderia ser mais do que uma mera coincidência. Afinal, por que suspeitaríamos de quaisquer ligações entre as decisões judiciais e um voo conjunto num jatinho solicitado pelo ministro? Isso seria absurdo, completamente descabido e, sem dúvida, digno de uma teoria da conspiração.

A cereja no topo do bolo é que tudo isso aconteceu apenas algumas horas após o veredicto de inelegibilidade de Bolsonaro. O timing é simplesmente perfeito – quase como se alguém estivesse planejando meticulosamente o cronograma para dar um toque dramático à situação. Mas não, é claro que não podemos cogitar tal possibilidade. Duvidar da coincidência seria um insulto ao Poder Judiciário e à integridade dos ministros.

Felizmente, todos esses detalhes esclarecedores foram gentilmente disponibilizados ao público por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Afinal, transparência é fundamental em uma democracia, especialmente quando se trata de garantir que nossos juízes sejam vistos como heróis inabaláveis da justiça e não como meros mortais suscetíveis a influências externas.

Em resumo, devemos todos celebrar essa notável e altamente improvável série de eventos como uma prova incontestável de que a imparcialidade reina suprema no Poder Judiciário brasileiro. Aqueles que ousam duvidar de tão nobres e desinteressadas ações devem se preparar para enfrentar as duras consequências da acusação de teorias da conspiração, que podem levar até mesmo à prisão, graças à suprema sabedoria dos ministros da Corte. Afinal, quem somos nós para questionar o que é claramente uma narrativa completamente imparcial e infalível?

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