???? CPI da Braskem é instalada, com Aziz na presidência e embate regional

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem foi instalada, nesta quinta-feira, 13, no Senado. Por acordo e aclamação, os parlamentares elegeram o senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente do colegiado e o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) como vice-presidente. Devido à falta de consenso sobre o nome do relator, essa escolha foi adiada para terça-feira …

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem foi instalada, nesta quinta-feira, 13, no Senado. Por acordo e aclamação, os parlamentares elegeram o senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente do colegiado e o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) como vice-presidente.

Devido à falta de consenso sobre o nome do relator, essa escolha foi adiada para terça-feira 19. Inicialmente o nome do senador Renan Calheiros (MDB-AL), autor do requerimento da CPI, era cogitado para ocupar o posto.

Contudo, agora, o senador Dr. Hiran (PP-RR) pode ser o relator. Conforme apurou Oeste, já aconteceram conversas com ele nesse sentido. Durante a sessão de abertura do colegiado, o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) criticou a possibilidade de Renan relatar a CPI.

Conforme Cunha, Renan na relatoria seria confundir a figura de investigado com investigador, uma vez que o senador foi presidente da empresa Salgema entre 1993 e 1994. Em 1996, a empresa passou a se chamar Trikem e, em 2002, se tornou a Braskem.

Apesar de o presidente decidir a pauta das sessões, é o relator quem define a linha de investigação. Desse modo, o postulante da CPI da Braskem acumulará um poder maior nas mãos.

Aziz não especificou quais aspectos vai levar em consideração na escolha do relator da CPI da Braskem, mas a ideia é que seja uma pessoa que não esteja ligada com Alagoas para não incentivar as disputas locais.

Apesar de não ser do Estado, Hiran é do partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), rival de Renan em Alagoas.

O colegiado pretende investigar a Braskem, que foi a responsável pela extração de sal-gema que ameaça desabar em Maceió, capital de Alagoas. A comissão pode tornar alvo o prefeito da cidade, João Henrique Caldas (PL), que pretende tentar a reeleição no próximo ano.

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