Integrantes do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT) se pronunciaram sobre as visitas da “Dama do Tráfico”, Luciane Barbosa Farias, ao Ministério da Justiça, de Flávio Dino. O fato desencadeou uma crise dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os membros do CNPCT chamaram a repercussão de …
???? Entidades de ‘combate à tortura’ reclamam de ‘sensacionalismo’ no caso da ‘Dama do Tráfico’

Integrantes do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT) se pronunciaram sobre as visitas da “Dama do Tráfico”, Luciane Barbosa Farias, ao Ministério da Justiça, de Flávio Dino. O fato desencadeou uma crise dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os membros do CNPCT chamaram a repercussão de “criminalização de parentes de pessoas encarceradas”.
Silvio Almeida, que comanda o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, é o presidente do Comitê. Foi a pasta que custeou as despesas da mulher – casada com um líder do Comando Vermelho – para evento do órgão, em Brasília.
O Ministério gastou quase R$ 6 mil para que Luciene Barbosa pudesse participar do Encontro de Comitês e Mecanismos de Prevenção e Combate à Tortura. O evento aconteceu nos dias 6 e 7 de novembro, em Brasília.

Auxiliares do ministro Dino receberam Luciane na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que virou um dos principais assuntos da imprensa, desde o começo desta semana.
“Nos preocupamos com a tentativa de criminalização de parentes de pessoas encarceradas, destacando um princípio constitucional: nenhuma pena passará da pessoa do condenado”, afirmaram representantes da sociedade civil, em nota a qual a Folha de São Paulo teve acesso.
Ainda de acordo com o comunicado, “um colegiado que combate a prática de tortura no sistema prisional deve dar voz às pessoas envolvidas com a questão carcerária, sejam pesquisadores, profissionais, egressos, pessoas encarceradas e seus parentes”.
“Não permitiremos que a busca da erradicação da prática de tortura seja importunada por disputas político-partidárias e por sensacionalismo midiático”, afirmou o Comitê Nacional.
Casal condenado
Conforme noticiou Oeste, Luciane Barbosa, de 37 anos, e “Tio Patinhas”, de 45, estão juntos há 22 anos. O traficante está preso desde dezembro do ano passado e cumpre pena no presídio de Tefé (AM). A Justiça o condenou a 31 anos de cadeia, por tráfico, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Pelos mesmos crimes, a Justiça condenou Luciane, em segunda instância, a dez anos de prisão. Ela recorre em liberdade.











