O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), apontado pela Polícia Federal como um dos políticos espionados pela chamada “Abin paralela” durante o governo Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (15/7) que o eventual envolvimento do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), na época chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pode não ser julgado na Câmara por …
???? Lira diz que ”Abin Paralela” não ameaça mandato de Ramagem: ”Anterior”

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), apontado pela Polícia Federal como um dos políticos espionados pela chamada “Abin paralela” durante o governo Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (15/7) que o eventual envolvimento do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), na época chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pode não ser julgado na Câmara por ter ocorrido antes dele assumir o cargo.
“Há muita conversa e versão. Lógico que os fatos não são brandos, são graves”, disse Lira. Mas, ainda segundo ele, “nenhum fato anterior à legislatura pode ser julgado no Conselho de Ética”, explicou explicou ele, em entrevista à CNN Brasil.
Lira relembrou o caso do deputado André Janones (Avante-MG), que recentemente teve uma acusação de rachadinha com salários de funcionários arquivada pelo Conselho de Ética da Casa, sob o argumento que a suspeita era sobre algo que teria se dado antes do atual mandato. O relator do caso Janones foi o deputado Guilherme Boulos (PSol-SP).
“Foi assim com o deputado Janones, que foi muito explorado na mídia. Ele simplesmente foi absolvido, porque se aconteceu ou não, foi no mandato anterior. Então, a gente precisa ter cuidado com o que preconiza nosso regimento”, declarou Lira.
Apesar de ser apontado como sendo um dos espionados, Lira não teve uma reação imediata sobre o assunto. Como mostrou o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, o silêncio do alagoano sobre a possibilidade de ter sido vigiado surpreendeu outros políticos, investigadores e até de membros do Poder Judiciário em Brasília.
Lira mantém uma relação próxima com parlamentares bolsonaristas e com o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem espera contar com o apoio para eleger um aliado como sucessor no comando da Câmara, em fevereiro de 2025.
O deputado também espera quer contar com apoio dos bolsonaristas nas eleições de 2026, quando quer concorrer ao Senado por Alagoas. Na disputa, ele terá como adversário o senador Renan Calheiros (MDB-AL), apoiado por Lula.
Fonte: Metropoles
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