O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, voltou a minimizar a segunda invasão do MST em uma fazenda da Embrapa em Petrolina, em Pernambuco. Na opinião de Teixeira, a invasão foi apenas um “protesto”. A declaração aconteceu nesta quinta-feira, 10, na CPI do MST. “O MST fez um protesto e disse ao …
???? Ministro chama invasão da Embrapa pelo MST de ‘protesto’

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, voltou a minimizar a segunda invasão do MST em uma fazenda da Embrapa em Petrolina, em Pernambuco. Na opinião de Teixeira, a invasão foi apenas um “protesto”. A declaração aconteceu nesta quinta-feira, 10, na CPI do MST.
“O MST fez um protesto e disse ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que os acordos não foram respeitados. Eles erraram, pois foram cumpridos sim”, explicou o ministro do presidente Lula. “A afirmação deles se deve ao fato de não terem sido informados sobre o cumprimento desses acordos. Aquilo tem natureza de protesto. Eles saíram depois de poucas horas, e o Semiárido foi um sucesso.”
Para justificar a invasão, os membros do MST alegaram que o governo Lula descumpriu alguns acordos feitos com eles. Conforme Teixeira, o acordo foi costurado depois de abril deste ano, quando o movimento invadiu pela primeira vez o mesmo local.
A intenção do grupo era impedir a realização de um evento tradicionalmente agendado em agosto pela Embrapa: o Semiárido Show.
“Quando o MST ocupou pela primeira vez a Embrapa, sugeri um acordo para eles”, contou Paulo Teixeira. “Disse a eles que a Embrapa iria retomar as pesquisas, que iriam destinar à agricultura familiar suas pesquisas. Depois disso, eles iriam se retirar da Embrapa do Semiárido. Fiz um diálogo com a Embrapa e com eles.”
A segunda invasão, portanto, ocorreu devido ao suposto descumprimento das medidas que ficaram em acordo.
Horas mais tarde, o movimento informou que a área foi desocupada depois da “retomada do diálogo” com representantes da pasta de Teixeira e do Incra. Além disso, que todos se comprometeram a cumprir os acordos firmados ainda no último mês de abril.
Fonte: Revista Oeste
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