???? Pais de alunos do Ifam denunciam que professores estão sendo impedidos de dar aula

Pais de alunos do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) localizado na Avenida Sete de Setembro, Centro, Zona Sul de Manaus, relatam que os professores de ensino médio que não aderiram à greve nacional estão sendo impedidos de dar aula no instituto. Segundo a mãe de uma aluna que não quis se identificar, os professores vão …

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Pais de alunos do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) localizado na Avenida Sete de Setembro, Centro, Zona Sul de Manaus, relatam que os professores de ensino médio que não aderiram à greve nacional estão sendo impedidos de dar aula no instituto.

Segundo a mãe de uma aluna que não quis se identificar, os professores vão trabalhar normalmente, mas são impedidos de entrar em sala porque a ordem é que todos sigam em greve e como consequência, a filha está sendo prejudicada.

“O que fiquei sabendo é que os professores vão para o Ifam, mas ficam na sala dos professores e não dão aula. Mesmo aqueles que não aderiram a greve não podem dar aula. Os alunos estão sendo prejudicados com isso. Minha filha está no terceiro ano e sem aula fica difícil para os estudantes em especial os finalistas. Isso é revoltante. Não temos previsão de retorno”, disse a mãe.

De acordo com os pais, os alunos estão sem aula e sem previsão de retorno há quase 30 dias. Houve comentários de que a reposição de aulas seria feita, mas talvez, pelo tempo da greve, as aulas pudessem chegar até 2025. Nesse caso, os alunos do 3° ano seriam os mais prejudicados.

O Foco no Fato também ouviu uma aluna do Ifam que terá a identidade preservada. Ela contou que já ouviu de professores que a ordem nacional é de seguir em greve.

“Uma professora me disse que, mesmo querendo dar aula, a ordem nacional é que o Ifam siga em greve para pressionar o governo, mas isso é muito ruim pra todo mundo que quer estudar e crescer”, afirmou.

Em nota, o Ifam disse que a coordenação do Instituto Federal do Amazonas informou que as paralisações aconteceram após inúmeras tentativas de negociação com o governo. Todas as 18 unidades do instituto aderiram à greve.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (Andes), uma proposta apresentada pelo governo federal foi de reajuste salarial zero, com aumentos apenas no auxílio alimentação, que passaria de R$ 658 para R$ 1 mil; no valor da assistência pré-escolar, de R$ 321 para R$ 484,90, além de 51% a mais no valor atual da saúde suplementar.

A proposta foi rejeitada em reunião com a participação de 34 seções sindicais do setor, que também votaram pelo movimento paredista, resultando em 22 votos favoráveis, sete contrários e cinco abstenções. Na pauta nacional unificada, os docentes pedem reajuste de 22,71% em três parcelas de 7,06%, a serem pagas em 2024, 2025 e 2026.

Professores do Ifam das unidades de Manaus, Parintins, Tefé, Coari, Maués, Manacapuru, Boca do Acre, Eirunepé, Itacoatiara, Reitoria, Iranduba, Presidente Figueiredo, Humaitá e Lábrea já estão paralisados desde o último dia 15 de abril. O Campus São Gabriel da Cachoeira iniciou a greve dia 16.

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