O principal movimento indígena do Equador iniciou nesta segunda-feira (13) um ciclo de protestos contra o governo do presidente conservador Guillermo Lasso, bloqueando estradas em várias províncias para exigir uma redução nos preços do combustível, informaram as autoridades locais. O protesto teve lugar na capital, Quito, numa altura em que o país assiste a um …
? PROTESTO EQUADOR | Indígenas do Equador bloqueiam estradas em protesto contra o governo exigindo redução no preço dos combustíveis

O principal movimento indígena do Equador iniciou nesta segunda-feira (13) um ciclo de protestos contra o governo do presidente conservador Guillermo Lasso, bloqueando estradas em várias províncias para exigir uma redução nos preços do combustível, informaram as autoridades locais.
O protesto teve lugar na capital, Quito, numa altura em que o país assiste a um aumento da inflação, desemprego e pobreza. Os distúrbios espalharam-se noutras regiões, com estradas bloqueadas em pelo menos 7 das 24 províncias do Equador.
As manifestações começaram por volta das 00h00 local (2h00 em Brasília) desta segunda-feira, disse à imprensa o ministro da Defesa Luis Lara, acrescentando que “há interdições de estradas em algumas partes do país”.
Os indígenas bloquearam estradas com pneus em chamas e barricadas erguidas com terra, pedras e árvores em pelo menos sete das 24 províncias equatorianas, incluindo a Andina Pichincha – cuja capital é Quito – de acordo com o serviço estatal ECU911.
“É nossa manifestação contundente até que o governo ouça”, disse à AFP Manuel Cocha, da organização de indígenas e camponeses da população andina de Poaló, ao sul de Quito.
Lasso, que assumiu o cargo há um ano, alertou na noite de domingo que não permitirá o bloqueio de estradas ou a tomada de poços de petróleo durante os protestos.
“Não podemos permitir que grupos políticos que buscam desestabilizar (…) voltem a paralisar o país”, disse o presidente em um vídeo postado em sua conta no Twitter.
A oposição Conaie protesta contra o que considera altos preços dos combustíveis, a falta de emprego e controle de preços de produtos agrícolas e a entrega de licenças de mineração em territórios nativos.
Com informações da UOL e Euro News











