Segundo a jornalista Any Margareth, um trecho da entrevista concedida pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), nessa quarta-feira (18) para um dos sites que está na lista da mídia paga pela Secretaria de Comunicação (Semcom) da Prefeitura de Manaus, foi enviado por um amigo para o seu WhatsApp com a seguinte pergunta: o que …
????David Almeida não deve ser poupado após visíveis sinais de corrupção, segundo jornalista

Segundo a jornalista Any Margareth, um trecho da entrevista concedida pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), nessa quarta-feira (18) para um dos sites que está na lista da mídia paga pela Secretaria de Comunicação (Semcom) da Prefeitura de Manaus, foi enviado por um amigo para o seu WhatsApp com a seguinte pergunta: o que acha disso Anynha? Fiquei tão boquiaberta com o que vi no vídeo que confesso, num primeiro momento fiquei com aquela expressão que eu chamo de “cara de paisagem” em que congelamos, com o olhar fixo em um ponto qualquer do ambiente, sem palavras para dar uma resposta.
Disse ao amigo que lhe daria uma resposta mais tarde, depois de processar as palavras do prefeito ditas num tom ameaçador e vitimista. Nesse trecho da entrevista, David Almeida, disse: “já que tocaram no nome da minha família, da minha mulher, eu não vou poupar a mulher, filho, esposa, nem sogra de ninguém, ninguém tem pena de mim. Você vai ver o que vai vir daqui há alguns dias, não vou poupar ninguém…não me pouparam então quem for podre que se quebre”.
A primeira coisa que veio à mente foi: quer dizer que o prefeito de Manaus acha que tem que ser “poupado” das denúncias de corrupção com indícios escancarados apra quem quiser ver, inclusive com a existência de notas fiscais de que ocorreram vários crimes administrativos como tráfico de influência, desvio de recurso público, improbidade administrativa, formação de quadrilha e outros?.
David Almeida fala como se a vida privada de sua família tivesse sendo alvo de ataques, mas finge esquecer que o dinheiro é público. E lá me veio mais um questionamento à mente: quer dizer que os jornalistas ao se depararem com provas de corrupção deveriam então decidir “poupar” o prefeito e sua família, quem sabe decidindo: deixa para lá, isso não tem importância, vamos fazer de conta que não vimos, ou coisas do tipo.
Nesse caso, teríamos que escolher entre “poupar” o prefeito de Manaus ou poupar o povo de Manaus, de continuar vendo o dinheiro público escorrer pelo ralo da corrupção e ir parar de forma claramente ilícita e imoral, na conta de parentes do chefe do Executivo Municipal. É claro que a escolha de quem faz jornalismo de verdade tem que ser em poupar o povo de Manaus que vive atolado em dívidas para pagar impostos.
O prefeito de Manaus também se queixa de não terem pena dele. E quem tem pena do povo que não tem sequer dipirona para amenizar uma dor nas UBS do município? Quem tem pena do povo que passa fome na periferia sem apoio da assistência social do município já que o mesmo prefeito que se lamenta destinou um orçamento minguado que mal dá para comprar umas míseras cestas básicas?
As únicas palavras do prefeito que repito e aplaudo, como se fossem minhas são: quem for podre que se quebre mesmo, e que não seja o povo sofrido da minha cidade.











