O vereador e presidente da Câmara Municipal de Manaus, David Reis (Avante), afirmou ser necessária a construção de um novo prédio intitulado de “puxadinho”, com a justificativa dos vereadores precisarem de um espaço maior para cumprirem as atividades parlamentares, mesmo que segundo ele, não seja urgente. A declaração foi dada em entrevista no programa Manhã …
David Reis avalia novamente construção de ‘puxadinho’ na Câmara de Manaus

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Manaus, David Reis (Avante), afirmou ser necessária a construção de um novo prédio intitulado de “puxadinho”, com a justificativa dos vereadores precisarem de um espaço maior para cumprirem as atividades parlamentares, mesmo que segundo ele, não seja urgente. A declaração foi dada em entrevista no programa Manhã de Notícias da Rede Tiradentes nesta segunda-feira (06).
“A verdade é que a Câmara Municipal já requer um novo espaço. Não sei se seria o momento de retornar. Eu sei que a Câmara carece de alguém que possa fazer esse projeto. Ele [projeto] não é urgente, mas é algo necessário”, frisou David Reis, que foi eleito pela segunda vez como presidente da Casa Legislativa.
Na sua primeira vez à frente da Câmara no biênio 2021/2022, David Reis ficou conhecido pela construção do anexo que custaria R$ 32 milhões para os cofres do município. No entanto, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) suspendeu na época a construção após os vereadores Rodrigo Guedes (Progressistas) e Amom Mandel (Cidadania) entrarem na Justiça para barrar o projeto de autoria de David Reis.
O vereador ainda explicou que foi destacado o valor da obra e não o tamanho e a comodidade e conforto que os parlamentares teriam, caso o projeto saísse do papel. “Venderam muito os R$ 32 milhões e não a utilidade, o tamanho e a serventia da obra, isso esqueceram. Inclusive agora, estamos com problemas para alocar os novos vereadores porque eles chegam lá e tem gabinete que tem 24 metros quadrados”, afirmou Reis.
O vereador defendeu que a obra do “puxadinho” seria com o objetivo da Casa acomodar até 55 vereadores futuramente, de acordo com o crescimento populacional de Manaus, tendo a necessidade de aumentar a representatividade da população. Na época, a construção do prédio enfrentou duras críticas tanto pelos parlamentares quanto pela sociedade.
Construção do “puxadinho”
Na metade de setembro de 2021, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) suspendeu a construção do prédio em anexo na Câmara, no valor de R$ 32 milhões. A decisão atendeu um recurso apresentado pelos vereadores Amom Mandel (Cidadania) e Rodrigo Guedes (Progressistas).
A decisão que barrou a obra foi assinada pelo juiz Marcelo da Costa Vieira, da 8ª Vara do Juizado Especial Cível. Ele afirmou que os argumentos usados pelos parlamentares foram suficientes para barrar a construção.
O juiz estipulou multa de R$ 100 mil caso houvesse descumprimento da ordem judicial.











