????Mais de 40% dos municípios do Brasil apresentam situação fiscal difícil ou crítica

Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revelou que 1.570 cidades (30% do total) são incapazes de sustentar a Câmara de Vereadores e a estrutura administrativa da prefeitura. Para que pudessem arcar com essa despesa em 2022, foram gastos R$ 6 bilhões de transferências. O indicador de “Gastos com …

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Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revelou que 1.570 cidades (30% do total) são incapazes de sustentar a Câmara de Vereadores e a estrutura administrativa da prefeitura. Para que pudessem arcar com essa despesa em 2022, foram gastos R$ 6 bilhões de transferências.

O indicador de “Gastos com Pessoal” aponta ainda que 1.066 municípios brasileiros (20,3% do total) gastam mais de 54% de sua receita com a folha de pagamento do funcionalismo público e ultrapassam, no mínimo, o limite de alerta definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Os dados constam do estudo Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado no fim do mês de outubro. Os especialistas analisaram dados referentes a 2022 de 5.240 municípios onde vive 97,1% da população.

Segundo o site Real Time 1, as informações foram disponibilizadas pelas prefeituras, de acordo com o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ficaram de fora do estudo 328 municípios que não cumpriram a determinação dentro do prazo ou apresentaram dados inconsistentes.

“Estamos reafirmando a necessidade de se estudar e se pressionar os líderes políticos para que deem aos administradores públicos capacidade de entregar melhores serviços e, portanto, termos um ambiente melhor de trabalho, que é importante para a economia e é fundamental para a sociedade e um mundo mais justo”, disse Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan.

Classificação

A Firjan analisou quatro indicadores: autonomia, gasto com pessoal, liquidez e investimentos. Com base nos resultados apresentados, os municípios recebem uma nota que vai de zero a um. A situação das cidades é classificada como crítica (menor que 0,4), difícil (entre 0,4 e 0,6), boa (entre 0,6 e 0,8) ou de excelência (superior a 0,8 ponto).

Manaus em 2º lugar entre as capitais
Manaus ficou na segunda posição do ranking como gestão excelente com a pontuação de 0,9145. A capital do Amazonas teve nota máxima em autonomia e gastos com pessoal. A capital Manauara ficou atrás apenas de Salvador (0,9823 ponto). Em terceiro ficou São Paulo (0,8504), seguido de Vitória (0,8412), Curitiba (0,8350), Recife (0,8320) e Aracaju (0,8116). A pior foi Campo Grande (0,3906 ponto), única no nível crítico.

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