????Novo secretário da Semtepi é parente do genro de David Almeida

Sua esposa é prima de Gabriel Lima, genro do prefeito de Manaus Na última quinta-feira (11), Laurimar Wagno de Oliveira Junior foi nomeado como o novo titular da Secretaria Municipal de Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), em substituição a Radyr Júnior, que saiu do cargo para ser pré-candidato a vereador. A informação é do Radar …

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Sua esposa é prima de Gabriel Lima, genro do prefeito de Manaus

Na última quinta-feira (11), Laurimar Wagno de Oliveira Junior foi nomeado como o novo titular da Secretaria Municipal de Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), em substituição a Radyr Júnior, que saiu do cargo para ser pré-candidato a vereador. A informação é do Radar Amazônico.

O atual secretário tem relações familiares com o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante). Isto porque sua esposa aparece como sócia do Espaço Via Torres, a empresária Raissa Lima, que é prima de Gabriel Lima, genro do prefeito. O pai de Raissa Lima, Oséias da Silva Lima, é sogro do novo secretário da Semtepi, e tio de Gabriel Lima. Oseias foi um dos envolvidos na operação Carvão da Polícia Federal (PF), que desmontou um esquema de cartel na venda de combustíveis em Manaus.

Wagno é casado com a empresária Raíssa Lima e empresário na área de tecnologia, entretenimento e produtor de eventos (‘Nosso Pagode’). Possui formação em Engenharia Civil e Administração.

Oseias da Silva Lima, sogro de Wagno, aparece como sócio-administrador do Espaço Via Torres, também conhecido como “Costa e Silva Ltda”. Mas, nas redes sociais, a filha de Oseias, a empresária Raíssa Lima aparece como proprietária do local de eventos.

Em setembro de 2022, o Espaço Via Torres foi palco de um showmício para promover o então candidato a deputado estadual e irmão do prefeito de Manaus, Daniel Almeida. No evento, foram sorteados televisores, geladeiras, micro-ondas e eletrodomésticos a trabalhadores da limpeza pública. Os funcionários haviam acabado de ser contratados pela Murb Serviços, empresa contratada na época por dispensa de licitação pela prefeitura e que faz parte da administração de David Almeida até os dias atuais.

Operação Carvão

Em 2003, a Polícia Federal deflagrou a operação “Carvão” que descobriu uma organização criminosa, após investigar a prática de cartel no setor de combustíveis e derivados de petróleo no Amazonas. Diversos proprietários de postos de combustíveis acordavam os preços a serem praticados em Manaus.

Em 2008, o Ministério Público Federal (MPF) enviou à Justiça Federal a conclusão da investigação. Na época, foram denunciadas 15 pessoas e o MPF pediu a condenação de 13 donos de postos. Conforme denúncias, os donos de postos combinavam o tabelamento de preços dos combustíveis, principalmente a gasolina, independentemente dos reajustes feitos pelas petrolíferas.

Em 2011, o juiz federal José Airton de Aguiar Portela, condenou os donos de postos. Uma dessas pessoas seria Oseias da Silva Lima, sogro do novo secretário da Semtepi.

Fim do pagode do Decreto no Espaço Torres

Além disso, Wagno Oliveira também é conhecido por ter se envolvido em uma polêmica com o empresário Kleber Romão da Silva, dono do Pagode do Decreto, que o acusou de “golpe”. Um vídeo da discussão dos dois viralizou nas redes sociais.

No vídeo, que repercutiu nas redes sociais no início de março, Wagno Oliveira aparece discutindo com o empresário Kleber Romão, que o acusa de ter dado um “golpe” no seu empreendimento, o “Pagode do Decreto”, que funcionava no Espaço Via Torres, localizado na Rua Visconde de Porto Seguro, próximo a Avenida das Torres, na Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus.

“Você tá dando golpe no Decreto. O que está acontecendo é um golpe. Uma forma unilateral de tentar se apropriar de todo trabalho que foi feito e precisa ser dito aqui” afirma Kleber Romão no vídeo.

Em nota, Wagno Oliveira negou a intenção de aplicar um “golpe” e que esperou que Romão retornasse de férias para informá-lo da quebra de contrato. O atual secretário da Semtepi afirmou que a decisão foi motivada pela “falta de compromisso de Romão em coordenar as atividades da empresa”. Atualmente, o mesmo local se chama “Nosso pagode”.

De outro lado, Kleber Romão declarou que foi pego de surpresa com uma notificação de encerramento pelo Espaço Via Torres. Segundo Romão, os empresários responsáveis pelo espaço tinham a intenção de instalar um pagode por conta própria aos domingos e comunicaram a equipe do Decreto através do WhatsApp, enquanto o Romão estava fora da cidade de Manaus, em viagem de férias.

Em uma nota publicada nas redes sociais, a assessoria jurídica do Pagode do Decreto, apontou Wagno Oliveira como “representante do espaço Via Torres”, onde funcionava o pagode. De acordo com o comunicado, o Decreto afirma que os donos do espaço teriam se apropriado das estratégias, metodologias, linguagem de marketing e que Wagno Oliveira teria ameaçado Kleber Romão durante a conversa.

“O DECRETO repudia a violenta atitude praticada por Laurimar Wagno de Oliveira Júnior contra o proprietário do DECRETO, Sr. Kleber Romão”, diz a nota.

Além disso, a estrutura usada no Pagode do Decreto não foi devolvida e não houve acordo sobre valores indenizatórios. A nota da assessoria jurídica do Pagode do Decreto destaca a tentativa de impor um suposto acordo de pagamento em dinheiro, sem que houvesse acordo prévio sobre valores indenizatórios ou uma data definida para tal, evidenciando uma postura de retenção da estrutura para uso no novo empreendimento.

A nota, assinada pelo advogado Alexandre Torres Jr., termina com uma clara posição do Pagode do Decreto em relação ao novo empreendimento: “Registra-se publicamente que este novo empreendimento chamado de ‘Nosso Pagode’ é fruto de gananciosa pretensão de prejudicar quem de boa fé construiu uma das mais sólidas e exitosas marcas de entretenimento na região norte do Brasil, utilizando assim práticas reprováveis e imorais para obter vantagem às custas de um abuso de confiança”.

“Este novo empreendimento chamado de ‘Nosso Pagode’ é fruto de gananciosa pretensão de prejudicar quem de boa fé construiu uma das mais sólidas e exitosas marcas de entretenimento na região norte do Brasil”, escreveu o advogado do Pagode do Decreto, Alexandre Torres Jr.

Wagno também deu sua versão sobre a polêmica, afirmando que Kléber Romão não gosta de trabalhar, não tinha tempo para o negócio e não tinha compromisso.

“Não está havendo golpe algum. Existe o fim de uma sociedade há mais de oito dias. Eu aguardei a pessoa chegar de viagem para dividirmos tudo que o Decreto adquiriu enquanto houve a parceria. O que está acontecendo é que a pessoa não gosta de trabalhar, não tinha tempo para nosso negócio (viaja praticamente toda semana), não tinha compromisso com o negocio e apenas queria usufruir dos ganhos do negócio, fora outras falta de respeito com a minha pessoa”, disse Wagno Oliveira em resposta.

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