AspromSindical convocou nova manifestação para o dia 1º contra o avanço da proposta
100% da rede municipal pode ficar paralisada se David Almeida insistir com Reforma da Previdência

Alunos da rede pública de ensino de Manaus podem ficar sem aulas na próxima quarta-feira (1º), caso o prefeito David Almeida (Avante) insista na Reforma da Previdência, que aumenta o tempo de aposentadoria para os servidores públicos municipais.
O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical) convocou nova manifestação para o dia 1º contra o avanço da proposta na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Em nota publicada, o sindicato prometeu paralisar as aulas nos três turnos.
A decisão foi tomada após reunião realizada durante Assembleia Geral Extraordinária na última quarta-feira (24). Na ocasião, a classe de educadores já havia protestado em frente à CMM contra o projeto de reforma.
Segundo o sindicato, não há necessidade de mudanças no atual regime, e alterações trariam prejuízos aos servidores públicos municipais.
“O AspromSindical afirma que a categoria do Magistério está convicta de que não há necessidade de fazer Reforma no ManausPrev e de que não podemos deixar esse Projeto de Lei ser aprovado. Não ao projeto da morte, de David Almeida.”
O novo protesto ganhou força após o sindicato ter acesso ao parecer da Procuradoria da Casa apontando inconstitucionalidade na proposta enviada pelo Executivo Municipal.
Prefeito defende proposta
Enxurrada de críticas
Entre os comentários, destacam-se falas como: “Reduz os cargos comissionados, reduz o investimento em publicidade, reduz dinheiro de shows e coloca na previdência.” E “Deixe os professores de fora, coloque somente seus comissionados até os 80 anos trabalhando.”
Aumento no tempo para aposentadoria
De acordo com o texto enviado pela Prefeitura de Manaus à CMM, o tempo de aposentadoria aumentará em sete anos para mulheres e cinco anos para homens, além da redução nos vencimentos integrais.
Vereadores criticam
Procuradoria é contra
A Procuradoria-Geral da Câmara emitiu parecer apontando que o texto é inconstitucional e apresenta diversas ilegalidades. Curiosamente, o documento “desapareceu” do sistema da CMM pouco tempo depois de ter sido apresentado.











