Michelle diz que vai apoiar campanha de Flávio, mas só no “momento certo”

Em evento em Brasília, ex-primeira-dama evita comentar possível candidatura ao Senado e afirma que advogados devem pedir a manutenção do atual regime de cumprimento de pena do ex-presidente

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (9) que vai apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República “no momento certo”. Durante evento em Brasília, ela também defendeu a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que os advogados devem pedir uma nova autorização para que ele permaneça em casa após o término do prazo atual, previsto para o fim deste mês.

Questionada sobre a possibilidade de ajudar uma eventual campanha presidencial de Flávio, Michelle afirmou que, neste momento, sua prioridade é a recuperação do marido.

— No momento certo, com certeza. No momento agora, quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido — afirmou.

As declarações foram dadas durante o lançamento da pré-candidatura de Thiago Manzoni (PL-DF) à Câmara dos Deputados. O evento reuniu apoiadores e lideranças do campo conservador no Hípica Hall, em Brasília. Além de Michelle, também estiveram presentes a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), o senador Izalci Lucas (PL-DF) e Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama.

Na conversa, a ex-primeira-dama também voltou a minimizar especulações sobre uma possível candidatura própria em 2026 e, segundo ela, sua prioridade neste momento é a recuperação do ex-presidente.

Ela afirmou ainda que uma eventual decisão sobre disputar as eleições dependerá do estado de saúde de Bolsonaro. — A questão da saúde dele. Minha prioridade é ele e a Laura (filha) nesse momento — completou.

Questionada sobre o término do período de recuperação domiciliar do ex-presidente, Michelle disse esperar que Bolsonaro continue em casa para receber os cuidados necessários. Ao ser questionada se a defesa do ex-presidente pretende solicitar uma nova autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele permaneça em casa, Michelle disse esperar que “Deus toque o coração do ministro”, em referência a Alexandre de Moraes.

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