A única certeza produzida pelas pesquisas é que o Amazonas caminha para uma das disputas mais equilibradas e imprevisíveis de sua história
31 pesquisas mostram: não há favoritos e a eleição do AM está completamente aberta

Ao analisar o conjunto das 31 pesquisas eleitorais divulgadas até o momento para as eleições majoritárias de 2026 no Amazonas, uma conclusão se impõe: a disputa pelo Governo do Estado e pelas duas vagas ao Senado está longe de ter um desfecho definido.
Os levantamentos realizados por institutos como AtlasIntel, Veritá, Quaest, Census, Projeta, Eficaz, Pontual, Ipen/G6, Action, Comunidados e outros revelam um cenário de extrema competitividade, marcado por oscilações constantes, mudanças de posicionamento e ausência de qualquer candidatura capaz de consolidar hegemonia eleitoral.
No início do ano, o senador Omar Aziz aparecia como favorito em praticamente todos os levantamentos. Algumas pesquisas chegaram a indicar possibilidade de vitória ainda no primeiro turno.
Entretanto, o avanço das pré-campanhas de Maria do Carmo Seffair, Roberto Cidade e David Almeida alterou significativamente o quadro.
A AtlasIntel colocou Maria do Carmo na liderança em maio, enquanto outros levantamentos apontaram Omar na frente, demonstrando que a corrida passou a variar conforme a metodologia e o momento político de cada pesquisa.
Mais recentemente, institutos como Projeta, Pontual e Eficaz passaram a mostrar um cenário ainda mais embolado, com Omar, Roberto Cidade, Maria do Carmo e David Almeida dividindo o eleitorado e mantendo aberta a disputa pelas duas vagas no segundo turno.
Entre todos os nomes colocados na corrida, o crescimento de Roberto Cidade talvez seja o fato político mais relevante registrado pelas pesquisas nas últimas semanas.
Sem sequer ter oficializado uma candidatura à reeleição, Cidade saiu de posições secundárias para figurar entre os líderes em diversos levantamentos, chegando a aparecer tecnicamente empatado com Omar Aziz em alguns cenários. Esse movimento demonstra que a estrutura do governo estadual e a visibilidade administrativa começam a produzir efeitos eleitorais. Conforme pesquisas recentes, ele também aparece entre os candidatos com menor rejeição.
Outro ponto praticamente consensual nas pesquisas é a dificuldade enfrentada por David Almeida.
Embora mantenha um eleitorado fiel e competitivo, os levantamentos mais recentes indicam que o prefeito de Manaus lidera os índices de rejeição entre os principais concorrentes, fator que pode dificultar seu crescimento na reta final da campanha.
Na disputa para o Senado, o cenário também está longe de ser definido.
O senador Eduardo Braga aparece como o nome mais constante entre os líderes dos levantamentos divulgados até agora. Em praticamente todas as pesquisas, Braga ocupa posição confortável na corrida pela primeira ou segunda vaga.
Nomes como Capitão Alberto Neto, alternando entre o primeiro e segundo lugar, Wilson Lima, Plínio Valério, Marcelo Ramos e Marcos Rotta aparecem alternando posições conforme o instituto consultado.
A diferença entre esses primeiros quatro concorrentes permanecem dentro das margens de erro em diversos levantamentos, mantendo a disputa completamente indefinida.
Se existe um ponto de convergência entre praticamente todas as pesquisas realizadas até aqui, é o peso decisivo do interior do Amazonas.
Enquanto Manaus apresenta um eleitorado mais fragmentado e sujeito a mudanças de humor político, os municípios do interior continuam sendo o grande campo de batalha das candidaturas ao Governo e ao Senado.
A tendência apontada pelos levantamentos é que nenhum candidato chegará forte o suficiente para liquidar a disputa antecipadamente. O interior deverá ser o fator determinante para definir quem chegará ao segundo turno e quem conquistará as duas vagas ao Senado.
O retrato consolidado das 31 pesquisas divulgadas até agora é claro: não existe favorito absoluto para o Governo do Amazonas.
Omar Aziz continua competitivo, Maria do Carmo mostrou força ao assumir a liderança em alguns cenários, Roberto Cidade cresce de forma consistente e David Almeida mantém uma base eleitoral relevante. No Senado, Eduardo Braga lidera, mas a segunda vaga segue completamente aberta.
Faltando poucos meses para a eleição, a única certeza produzida pelas pesquisas é que o Amazonas caminha para uma das disputas mais equilibradas e imprevisíveis de sua história recente.










