DAVID ALMEIDA: QUANDO A NARRATIVA POLÍTICA IGNORA OS FATOS

O ex-prefeito David Almeida apelou ao atacar o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) em vídeo divulgado nas redes sociais nesta semana, gravado em uma das frentes de obra da Comunidade da Sharp, na zona Leste de Manaus. O problema não é a crítica. O problema é quando ela é construída sobre …

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O ex-prefeito David Almeida apelou ao atacar o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) em vídeo divulgado nas redes sociais nesta semana, gravado em uma das frentes de obra da Comunidade da Sharp, na zona Leste de Manaus. O problema não é a crítica. O problema é quando ela é construída sobre falsas narrativas.

No vídeo, David afirma que a obra, que segundo ele estaria abandonada, teria consumido “R$ 8 bilhões jogados no ralo” ao longo de oito anos, o que não é verdade.

O investimento total do Prosamin+ é de R$ 836 milhões, somando recursos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a contrapartida do Governo do Amazonas. As obras tiveram início em 2022, estão em execução há três anos e meio, e não há oito anos, como afirmou o ex-prefeito.

Os resultados já entregues pelo programa são concretos e visíveis. Foram inaugurados os residenciais General Rodrigo Otávio e Maués, ambos na zona Sul da capital. Outras 336 unidades habitacionais seguem em construção, sendo 176 na Comunidade da Sharp e 160 na área das avenidas Silves e Maués.

Mas talvez o aspecto mais relevante do Prosamin+ seja justamente aquele que David Almeida parece preferir ignorar: o reassentamento de famílias que viviam em áreas de risco sujeitas a alagações.

Mais de 3 mil famílias já foram retiradas de locais vulneráveis e transferidas para moradias seguras. Trata-se de uma ação que, além de preservar vidas e devolver dignidade às pessoas, alivia diretamente uma obrigação que é do próprio município. E que ele nunca fez.

Quando famílias perdem suas casas em razão das enchentes e deslizamentos, cabe à Prefeitura prestar assistência social, garantir abrigo temporário e, em muitos casos, custear auxílio-aluguel ou outras formas de atendimento emergencial. Ao retirar antecipadamente milhares de famílias dessas áreas de risco, o Prosamin+ poupou a Prefeitura de Manaus de uma despesa bilionária e de uma responsabilidade que deveria ser assumida pelo poder municipal.

O reconhecimento desse benefício não vem apenas dos números. O próprio David Almeida já admitiu publicamente, em diversas ocasiões, a importância do Prosamin para reduzir os impactos das enchentes e diminuir a pressão sobre os serviços municipais de assistência às famílias atingidas pelos alagamentos.

Além da política habitacional, o programa também promove avanços históricos no saneamento básico da cidade. Foram entregues duas Estações de Tratamento de Esgoto: a do Educandos, considerada a maior da Região Norte, e a da Raiz, construída pela concessionária Águas de Manaus em área cedida pelo Governo do Estado.

O Prosamin+ também implantou mais de 60 quilômetros de rede de esgotamento sanitário e oito quilômetros de rede de abastecimento de água, ampliando a infraestrutura urbana e contribuindo para a melhoria da saúde pública.

Na mobilidade urbana, outra entrega importante foi a Ligação Viária entre as avenidas Silves e Maués, obra que melhorou o fluxo entre o Distrito Industrial e o Porto da Manaus Moderna, reduzindo gargalos históricos no trânsito daquela região.

A crítica é legítima na democracia. O que não é legítimo é substituir fatos por narrativas. Os números, as obras entregues e as milhares de famílias beneficiadas mostram que o Prosamin+ está longe de ser um projeto abandonado. Pelo contrário: é um dos maiores programas de transformação urbana e social em execução no Amazonas.

Quando os fatos falam por si, a mentira perde espaço.

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