Recesso e salários de parlamentares contrasta com o trabalhador comum
Enquanto o contribuinte banca a farra, políticos do AM entram em “mini-férias” no meio do ano

Enquanto o contribuinte trabalha cerca de cinco meses do ano apenas para pagar impostos, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), deputados estaduais e vereadores de Manaus entraram em uma espécie de “mini-férias” no meio do ano com o início do recesso parlamentar.
Já a Câmara Municipal de Manaus (CMM) também iniciou o recesso parlamentar em 1º de julho, com retorno previsto para agosto. Na Casa, os vereadores recebem R$ 26 mil de salário por mês.
O período de descanso dos parlamentares contrasta com a realidade do trabalhador comum, que atua na escala 6×1, cumpre jornadas diárias de oito horas e só tem direito às férias após 12 meses consecutivos de trabalho.
Além da diferença na jornada, chama atenção a disparidade salarial entre representantes políticos e trabalhadores. Enquanto deputados estaduais recebem R$ 46 mil e vereadores R$ 26 mil por mês, o trabalhador que recebe um salário mínimo tem renda de aproximadamente R$ 1,6 mil, valor frequentemente apontado como insuficiente para cobrir as despesas básicas.
O tempo de trabalho, os períodos de recesso e os salários dos parlamentares têm sido alvo de críticas por serem custeados com recursos públicos, provenientes justamente dos impostos, taxas e tributos pagos pela população.










