ISOLADO

O Vice-Governador Carlos Almeida cria factoides para tentar ter alguma sobrevida política. Sabe que está politicamente morto Contam que a convivência com o Carlos Almeida (sem partido) é daquelas desafiadora. Quem conhece sabe que a relação com ele é sempre difícil, podendo alternar da cortesia para a agressividade rapidamente. O temperamento explosivo e autoritário fez …

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O Vice-Governador Carlos Almeida cria factoides para tentar ter alguma sobrevida política. Sabe que está politicamente morto

Contam que a convivência com o Carlos Almeida (sem partido) é daquelas desafiadora. Quem conhece sabe que a relação com ele é sempre difícil, podendo alternar da cortesia para a agressividade rapidamente.

O temperamento explosivo e autoritário fez sua carreira política, que teve início em 2018, entrar num estágio terminal irreversível apenas três anos depois.

Atualmente, Almeida está sumido, não dá expediente na vice-governadoria e se afastou de todos os aliados que fez durante a eleição vitoriosa para o Governo do Amazonas.

Por ser o vice-governador, foi colocado em papel de destaque no início da gestão, sendo secretário de Saúde e posteriormente da Casa Civil. Era o articulador político do Governo, com poder de indicar e exonerar secretários  e tinha as chaves do cofre do Estado, foi uma experiência desastrosa.

Tamanha responsabilidade, no entanto, ao invés de catapultá-lo foi a derrocada de alguém que não soube lidar muito bem com o holofote do cargo, tornou-se um conspirador, atuou para derrubar o governador Wilson Lima e assim tomar o seu lugar.

Recentemente, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) num processo envolvendo a saúde pública do Estado e, também, pelo Ministério Público Federal (MPF) por irregularidades no contrato de gestão de duas unidades de saúde em Manaus que culminaram em prejuízos ao patrimônio público de mais de R$ R$ 32 milhões.

Mesmo denunciado pela Justiça, Carlos Almeida viu na CPI da Covid no Senado, que diz querer passar a limpo a gestão do Governo Federal e de prefeitos e governadores durante a pandemia, uma oportunidade de, agora opositor do Governo do Amazonas, criar narrativa a fim de chamar atenção, ganhar alguns minutos de fama e sair do ostracismo.

Foi o que fez em entrevista ao jornal Folha de São Paulo na última semana, onde acusou, sem provas, seu ex-aliado, Wilson Lima (PSC) e o presidente Jair Bolsonaro (sem mandato) de terem sido os responsáveis pela variante do coronavírus encontrada em Manaus, uma tese obtusa e carente de qualquer evidencia, foi um ato de desespero.

Nos bastidores da política, comenta-se que Almeida está cada dia mais alinhado com o senador Eduardo Braga (MDB) e que suas as declarações recentes são fruto de uma estratégia política para desgastar tanto o Governo do Estado quanto o Governo Federal, que sabidamente são alvos do emedebista.

Sem aliados, sem partido, sem espaço, sem vez, sem voz, sem voto e a beira de um ataque de nervos, o vice-governador está negociando qualquer coisa para manter-se ainda vivo na politica, pode até vender terreno na lua, mas, não vai entregar.

Estamos com foco no fato.

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