???? Direita de Portugal consegue quase 40 cadeiras a mais no Parlamento

A coligação Aliança Democrática (AD) e os partidos Chega e Iniciativa Liberal (IL), todos de direita, tiveram um avanço significativo na quantidade de cadeiras conquistadas nas eleições da Assembleia da República de Portugal. O pleito aconteceu no domingo 10. Agora, a direita de Portugal ocupa 135 cadeiras no Parlamento, o que representa um crescimento de …

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A coligação Aliança Democrática (AD) e os partidos Chega e Iniciativa Liberal (IL), todos de direita, tiveram um avanço significativo na quantidade de cadeiras conquistadas nas eleições da Assembleia da República de Portugal. O pleito aconteceu no domingo 10.

Agora, a direita de Portugal ocupa 135 cadeiras no Parlamento, o que representa um crescimento de 39% em comparação com 2022, quando tinha um total de 97 assentos. Os dados foram divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) do país. 

Sozinho, o partido Chega, criado em 2019, obteve 18,06% dos votos e garantiu 48 cadeiras das 230 disponíveis. Nas eleições legislativas antecipadas de 2022, conseguiu eleger 12 deputados, elevando-se para a posição de terceira maior força política do país. Com o resultado do pleito deste ano, o partido registrou um crescimento de 300%.

Os 48 assentos na Assembleia reforçam o Chega como a terceira maior bancada, atrás da Aliança Democrática (79 deputados), de centro-direita, e do Partido Socialista (77), de centro-esquerda. 

Já a Aliança Democrática, coligação formada por Partido Social Democrata (PSD), Centro Democrático Social – Partido Popular (CDS-OO) e Partido Popular Monárquico (PPM), aumentou sua representação no Parlamento de 77 para 79 assentos. Enquanto isso, a Iniciativa Liberal manteve seu número de cadeiras em 8.

A AD pode formar uma coalizão com o Chega para ter maioria no Parlamento e constituir um governo. Ainda é preciso contabilizar os votos dos portugueses que moram fora do país. Os emigrantes são responsáveis pela eleição de quatro deputados.

Direita foi destaque nas eleições de Portugal

Portugal
Líder do PSD e da AD, Luís Montenegro | Foto: Reprodução/Twitter

O resultado das eleições no país lusófono representa o avanço da direita depois de oito anos de governo socialista. As eleições legislativas eram esperadas para 2026, mas foram convocadas depois que o então primeiro-ministro, António Costa, de 62 anos, renunciou ao cargo. 

Ele foi alvo de uma investigação por tráfico de influência que envolveu uma busca em sua residência oficial. O ex-premiê assumiu o governo de Portugal em 2015, quando foi eleito pelo Parlamento em uma aliança com a esquerda radical. 

Com a vitória da Aliança Democrática, o novo primeiro-ministro de Portugal deve ser Luís Montenegro, advogado e presidente do Partido Social Democrata. 

Dentre os deputados eleitos, está o brasileiro Marcus Santos, de 45 anos, conhecido como “Negão do Chega”. Santos saiu do Brasil aos 18 anos para morar nos Estados Unidos e reside em Portugal desde 2009. Ele tem uma mulher e um filho portugueses. 

Em entrevista à revista Visão, o político contou que o Chega possui os valores em que ele acredita: “A defesa da família, da pátria e da propriedade”. Antes de ser eleito, Santos fez severas críticas às políticas do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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