As especulações sobre a possível saída do vice-governador Tadeu de Souza do Avante para se filiar ao União Brasil vêm movimentando os bastidores da política amazonense, alimentando cenários que podem redefinir a sucessão estadual em 2026. Apesar de não confirmar a mudança de partido, a movimentação é vista como peça-chave para um possível reposicionamento estratégico …
Possível ida de Tadeu de Souza para o União Brasil agita bastidores políticos no Amazonas, mas vice nega mudança

As especulações sobre a possível saída do vice-governador Tadeu de Souza do Avante para se filiar ao União Brasil vêm movimentando os bastidores da política amazonense, alimentando cenários que podem redefinir a sucessão estadual em 2026. Apesar de não confirmar a mudança de partido, a movimentação é vista como peça-chave para um possível reposicionamento estratégico do grupo político hoje no poder, destacou o Blog do Hiel, nesta terça-feira (24).
Nos bastidores, a filiação de Tadeu ao União é apontada como condição essencial imposta pelo governador Wilson Lima para deixar o cargo e disputar uma vaga ao Senado Federal. Com isso, Tadeu assumiria o comando do Estado e se lançaria como candidato natural à reeleição, com o apoio da máquina estadual.
A possível posse do vice-governador, no entanto, incomoda interesses de outras lideranças políticas relevantes a exemplo do senador Omar Aziz (PSD) que articula sua volta ao Executivo e contaria com o apoio da máquina estadual caso Wilson permanecesse até o fim do mandato. Com Tadeu no comando, a chance de apoio a Omar seria praticamente nula.
Outro nome diretamente impactado seria o prefeito de Manaus, David Almeida. Caso Tadeu assuma sem trocar de partido, David poderia se tornar o nome de consenso entre Prefeitura e Governo. Mas com o vice no União Brasil, a garantia de apoio à sua eventual candidatura ao governo estadual se tornaria incerta.
PL à espreita
O movimento também está sendo monitorado pelo Partido Liberal (PL), que não descarta uma filiação de Tadeu como forma de fortalecer o campo da direita no Amazonas. Um dos cenários em discussão inclui o vice-governador como cabeça de chapa, com Maria do Carmo Seffair como vice e uma dobradinha ao Senado formada por Wilson Lima e o deputado federal Capitão Alberto Neto.
Com o controle do Estado nas mãos e uma chapa de alinhamento bolsonarista, o grupo ganharia musculatura para disputar com força a sucessão estadual e ampliar a presença da direita na política regional.
Apesar do burburinho crescente, Tadeu de Souza nega qualquer definição sobre mudança de legenda. Ainda assim, o silêncio estratégico e os arranjos em curso indicam que o tabuleiro político do Amazonas está longe de estar definido.











