Alberto Neto diz que Bolsonaro deu aval para PL votar a favor da Dosimetria, que não livra ele da cadeia

Proposta reduz pena dos condenados pelo 8 de janeiro

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O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro deu “aval” para os parlamentares do PL votarem a favor do Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz sua pena, mas não o livra da cadeia.

A declaração ocorreu após a Câmara dos Deputados aprovar o PL que reduz a pena dos condenados no chamado “8 de janeiro”, na madrugada desta quarta-feira (10), por 291 votos a 148. A proposta segue para o Senado.

Segundo o parlamentar, o texto aprovado não é o “ideal”, mas sim a anistia ampla, geral e irrestrita para todos os envolvidos na depredação da sede dos três poderes em Brasília, em 2023, inclusive para Bolsonaro. Mas, diante do atual cenário político, foi preciso votar a favor.

“Bolsonaro sentiu para votar esse texto da redução do pêndulo. Não é o texto ideal, longe disso. A justiça era a anistia ampla, geral e restrita. Porém, escutando o Bolsonaro, que foi o menos alcançado nesse texto, mas pensando nas pessoas que foram presas justamente, essas pessoas podendo reencontrar os seus familiares, a gente não poderia votar diferente”, disse o parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais.

Alberto ainda falou que o aceno de Bolsonaro foi pensando na família de todos os condenados, não apenas nele: “Então é isso. Bolsonaro, mesmo na cadeia, mesmo com toda a sua força política, não negociou nada para si, e sim para todos”.

Alberto Neto foi um dos 5 parlamentares do Amazonas que votaram a favor do texto. Nenhum parlamentar do estado votou contrário à proposta, mas houve duas ausências e uma abstenção.

O texto aprovado na madrugada desta quarta-feira é um substitutivo do relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), ao Projeto de Lei 2162/23, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e outros.

O texto original — considerado ideal pela oposição — previa anistia a todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e aos acusados dos quatro grupos relacionados à tentativa de golpe de Estado julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas esse artigo foi retirado do projeto.

O ex-presidente cumpre pena na sede da Polícia Federal em Brasília, condenado a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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