Associação defende Judiciário após acusações de David Almeida sobre operação

A Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon) defendeu por meio de nota pública nessa terça-feira (24) nas redes sociais, a Justiça do Amazonas, principalmente os magistrados que atuaram na operação erga Omnes, após o prefeito David Almeida afirmar que a Polícia Civil do estado "não tem teor jurídico". Na operação, a ex-chefe de gabinete do …

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A Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon) defendeu por meio de nota pública nessa terça-feira (24) nas redes sociais, a Justiça do Amazonas, principalmente os magistrados que atuaram na operação erga Omnes, após o prefeito David Almeida afirmar que a Polícia Civil do estado “não tem teor jurídico”. Na operação, a ex-chefe de gabinete do prefeito, Anabela Cardoso foi uma das presas, entre as 13.

“A Associação dos Magistrados do Amazonas – Amazon vem a público manifestar sua mais enfática defesa do Poder Judiciário e, em especial, dos magistrados que atuaram, até esse momento, no âmbito da operação Erga Omnes”, destacou a associação sobre o caso.

Segundo a associação, as decisões sobre os pedidos de prisão preventiva, de revogação e audiência de custódia, foram pautadas de acordo com a legalidade e imparcialidade, conforme a Constituição Federal e no Código do Processo Penal. Destacaram também que elementos concretos fundamentaram as decisões judiciais, e indícios de provas após análise.

O prefeito David Almeida declarou nessa segunda-feira (23) no lançamento de sua pré-candidatura ao governo do Amazonas, de que a ação policial não teve “teor jurídico” e que a decisão da prisão de Anabela não teve “nenhum argumento”. David ainda acusou o delegado Marcelo Martins, que comandou a operação, de “sem noção” e “midiático” na atuação do caso, insinuando que a ação foi feita para manchar a sua imagem.

Operação

Anabela Cardoso Freitas foi presa na manhã de sexta-feira durante a Operação Erga Omnes, deflagrada pelo 24° Distrito Integrado de Polícia (DIP). A ação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção e mira suspeitos de integrar o núcleo político do Comando Vermelho.

A apuração teve início após a apreensão de mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, embarcações e veículos empregados no transporte interestadual de entorpecentes. A partir desse ponto, os investigadores passaram a rastrear a engrenagem financeira que sustentava a organização, identificando divisão de tarefas, hierarquia interna e operadores responsáveis por blindar as transações.

Nota

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