A médica Juliana Brasil Santos mudou sua versão sobre a prescrição que resultou na morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, durante acareação realizada na quinta-feira (4), em Manaus. Após ter admitido inicialmente que errou ao indicar adrenalina de forma intravenosa, ela passou a atribuir a falha ao sistema eletrônico utilizado pelo Hospital Santa …
Caso Benício: em acareação, médica muda versão e culpa sistema por erro

A médica Juliana Brasil Santos mudou sua versão sobre a prescrição que resultou na morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, durante acareação realizada na quinta-feira (4), em Manaus. Após ter admitido inicialmente que errou ao indicar adrenalina de forma intravenosa, ela passou a atribuir a falha ao sistema eletrônico utilizado pelo Hospital Santa Júlia.
Segundo a Polícia Civil, Juliana afirmou que a plataforma apresenta instabilidades que podem ter provocado o erro na prescrição. A profissional ficou frente a frente com a técnica de enfermagem Raiza Paiva, responsável por aplicar o medicamento na criança.
A nova versão, contudo, contraria prints de conversas atribuídas à médica e divulgadas nas redes sociais, nas quais ela admite pelo menos duas vezes ter prescrito a medicação de forma incorreta.
Funcionários do hospital confirmaram que o sistema pode travar ocasionalmente. De acordo com Nilda de Souza Evangelista, quando isso ocorre, a equipe registra a evolução dos pacientes e demais informações em papel, para depois atualizar a plataforma.
A própria Juliana já havia assumido o erro em um relatório enviado à direção do Hospital Santa Júlia e posteriormente encaminhado à Polícia Civil. No documento, ela afirma que orientou verbalmente a mãe de Benício de que a adrenalina deveria ser administrada por nebulização, apesar da prescrição errada registrada no sistema.
A Polícia Civil solicitou perícia técnica no sistema do hospital para verificar se houve de fato erro eletrônico, como alegado pela médica. O delegado Marcelo Martins informou que o resultado deve atrasar a conclusão do inquérito, inicialmente prevista para 15 de dezembro. A investigação só será finalizada após a chegada do laudo da necropsia que deve confirmar a causa da morte da criança.
Benício deu entrada no hospital no dia 22 de novembro com tosse seca e suspeita de laringite. Após receber a primeira dose intravenosa de adrenalina, passou mal e foi levado à UTI. A criança sofreu três tentativas de intubação e seis paradas cardíacas antes de morrer na madrugada do dia 23.
Com informações de UOL
Na acareação, médica afirmou que o erro na prescrição foi do sistema. Segundo a Polícia Civil, ela alegou que instabilidades na plataforma usada pelo Hospital Santa Júlia, em Manaus, podem ter provocado a falha.
Juliana ficou frente a frente com a técnica de enfermagem Raiza Paiva na quinta-feira (4). Uma prescreveu e a outra aplicou a medicação na veia da criança.
Versão contraria prints de mensagens enviadas por ela a um colega médico, vazadas nas redes sociais. Nas conversas, ela assume duas vezes ter errado na forma como prescreveu a aplicação.
Funcionária diz que o sistema usado para prescrição e evolução dos pacientes “às vezes apresenta instabilidade”. Quando isso ocorre, explicou Nilda de Souza Evangelista, a equipe registra as informações em papel e depois atualiza o sistema.
Juliana também informou que fez a prescrição errada em um relatório feito à direção do Hospital Santa Júlia. No documento, encaminhado à Polícia Civil do Amazonas, ela disse que, apesar de prescrever o remédio de forma errada, orientou verbalmente à mãe do menino que a adrenalina não deveria ser intravenosa, e sim por nebulização.
Polícia Civil pediu perícia no sistema do hospital. O objetivo é atestar se procede a versão da médica de que houve erro eletrônico, e não médico, na prescrição.
Perícia deve atrasar conclusão do inquérito sobre o caso. A previsão do delegado Marcelo Martins, responsável pelo caso, era encerrar as investigações em 15 de dezembro, mas a perícia não deve ficar pronta a tempo, o que pode empurrar o desfecho do inquérito para janeiro. A polícia aguarda também o laudo da necropsia de Benício, para atestar a causa da morte da criança.
Polícia investiga tentativa de suprimir prescrição
Polícia Civil investiga suposta tentativa da médica de suprimir a prescrição original dada a Benício Xavier. Segundo o delegado responsável pelas investigações, três testemunhas ouvidas no 24° DIP (Distrito Integrado de Polícia) confirmaram a tentativa. Caso comprovada, a hipótese deve agravar ainda mais a situação de Juliana, afirmou Marcelo Martins.
A criança deu entrada no hospital no dia 22 de novembro, com um quadro de tosse seca e suspeita de laringite. Após a primeira dose de adrenalina de forma intravenosa, Benício passou mal e foi levado para a UTI do hospital. Lá, foram três tentativas de intubação e seis paradas cardíacas até a morte da criança, na madrugada do dia 23.
Tanto a médica quanto a técnica em enfermagem Raíza Bentes, responsável por aplicar a medicação prescrita, são investigadas e podem responder por dolo eventual. Isso acontece quando o agente prevê o resultado e, mesmo assim, assume o risco. Benício recebeu uma das três doses de 3 ml, cada, de adrenalina prescritas por Juliana antes de passar mal.











