CGU investiga ida de autoridades da Previdência a camarote do Careca do INSS

A Controladoria-Geral da União (CGU) investiga a oferta de camarote em show do Red Hot Chilli Peppers para autoridades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério da Previdência, conforme revelou a coluna em maio deste ano. Os convites partiram do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso pela Polícia …

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A Controladoria-Geral da União (CGU) investiga a oferta de camarote em show do Red Hot Chilli Peppers para autoridades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério da Previdência, conforme revelou a coluna em maio deste ano. Os convites partiram do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso pela Polícia Federal (PF). Entre os servidores que usufruíram do camarote do Careca do INSS está o atual secretário-executivo da Previdência, Adroaldo Portal (PDT).

Documentos internos obtidos pela coluna Tácio Lorran mostram que a apuração, iniciada a partir de pedido do INSS, quer identificar nomes, cargos, locais e vínculos de trabalho daqueles que receberam as cortesias. O show internacional ocorreu no Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília, em 7 de novembro de 2023.

“Busca-se, ainda, estabelecer a materialidade da suposta vantagem indevida representada pelos camarotes, incluindo valores envolvidos, condições de acesso e identificação precisa dos beneficiários, além de apurar a autoria e eventual participação de servidores públicos federais do INSS no recebimento de tais vantagens”, escreveu a área técnica da CGU.

O INSS está no centro da investigação sobre descontos indevidos em aposentadorias e em pensões. O Metrópoles revelou o esquema de fraudes bilionárias, que tem o Careca do INSS como um dos personagens principais, em uma série de reportagens.

A apuração deve constatar se o recebimento dos ingressos para o camarote influenciou na atuação das autoridades. O resultado pode enquadrá-los nas punições previstas na Lei do Servidor Público (Lei 8.112/1990), que vão de advertência à demissão.

“A investigação também visa verificar a existência de nexo entre o suposto benefício e o exercício de funções públicas pelos servidores eventualmente envolvidos, bem como analisar a configuração de possível infração disciplinar e sua tipificação, conforme os preceitos da Lei nº 8.112/90”, prosseguiu o documento.

Fonte: Metrópoles

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