Com base do governo votando contra, CPMI do INSS rejeita chamar Lulinha e Jorge Messias

Mesada seria um novo escandâlo envolvengo a gestão petista

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Por redação Foco no Fato

Com a base do governo Lula (PT) votando contra, a CPMI do INSS rejeitou, na última quinta-feira (4), a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — filho do presidente — e do advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome recém-indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) também por Lula.

Segundo noticiado pela imprensa, Lulinha teria recebido uma mesada de R$ 300 mil mensais do pivô do escândalo da fraude do INSS, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido como “careca do INSS” — de acordo com uma testemunha ouvida pela Polícia Federal (PF).

Por 19 votos a 12, foi rejeitada a convocação do filho do presidente, requerida pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS). Parlamentares comentaram sobre o caso e solicitaram a presença dele para esclarecer possíveis irregularidades.

Por outro lado, o líder do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), desafiou os demais parlamentares a apresentarem provas contra Fábio Lula. Segundo o parlamentar, não há relação entre a CPMI e o filho do presidente Lula.

Em uma longa reunião para análise de 181 requerimentos, senadores e deputados do governo e da oposição dividiram-se na maior parte das solicitações, com acusações de ambos os lados sobre interesses políticos nas pautas em deliberação.

A CPMI também rejeitou sete requerimentos para ouvir Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula ao STF. O senador Marinho afirmou que Messias precisaria se apresentar à CPMI para explicar a determinação da AGU de abrir investigação contra apenas parte das entidades com acordos de cooperação técnica (ACTs) ativos com o INSS.

A rejeição dos requerimentos representou uma vitória do governo sobre a oposição.

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