David Almeida busca legendas com tempo de TV e fundo eleitoral robusto para disputar o Governo do Amazonas em 2026

Núcleo político de prefeito reconhece que Almeida não poderá entrar em uma disputa estadual “pequeno demais” frente aos adversários

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Com o avanço das articulações políticas rumo às eleições de 2026, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), enfrenta um desafio central: escolher o caminho partidário que lhe garanta estrutura suficiente — tempo de TV e fundo eleitoral — para viabilizar uma candidatura competitiva ao Governo do Estado do Amazonas. Embora o prefeito ainda não tenha oficializado sua intenção de concorrer, nos bastidores o movimento é evidente.

Atualmente filiado ao Avante, partido que o acolheu em 2020, David tem plena consciência das limitações da sigla no campo eleitoral. O partido, que conta com apenas sete deputados federais e nenhum senador, possui tempo de propaganda reduzido e um fundo eleitoral modesto. Em 2024, o Avante recebeu cerca 1,5% do rateio, valor considerado baixo diante de legendas médias e grandes como UB, PP, MDB, PSD e PL.

Nas eleições majoritárias, especialmente para governador, o tempo de TV é um ativo estratégico: define a capacidade de comunicação em massa e influencia diretamente a percepção popular. Manter-se no Avante significa, portanto, disputar com desvantagem midiática em relação a nomes como Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL), todos com partidos que dispõem de maior estrutura nacional.

Há ainda especulações de que David possa coligar com o MDB, partido de Eduardo Braga e Podemos que hoje está sob o controle do governador Wilson Lima.

Internamente, o núcleo político de David Almeida reconhece que o prefeito não poderá entrar em uma disputa estadual “pequeno demais” frente aos adversários. Por isso, a busca por uma legenda mais estruturada tornou-se prioridade. O cálculo é simples: sem tempo de TV e sem fundo eleitoral robusto, não há chance de competitividade real em um pleito dominado por máquinas partidárias de grande porte.

Enquanto isso, o Avante segue como uma opção de segurança institucional, garantindo a permanência de David na prefeitura até o momento adequado para a troca partidária, que, estrategicamente, deve ocorrer próximo à janela eleitoral de 2026.

Em resumo, o prefeito de Manaus sabe que a corrida pelo Governo do Amazonas não se vence apenas com promessas vazias e marketing, mas também com estrutura política, tempo de exposição e recursos eleitorais. E, neste jogo, o Avante é pequeno demais para um projeto tão grande.

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