David Almeida vira alvo de investigação por suposta corrupção eleitoral

Segundo denúncia, o acordo não foi cumprido.

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O ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida (Avante), virou alvo de investigação, após o Ministério Público Eleitoral do Amazonas (MPE-AM), instaurar Procedimento Investigatório Criminal (PIC) por possível prática de corrupção eleitoral, prevista no artigo 299 do Código Eleitoral.

A investigação veio após possivelmente, coordenadores da campanha das eleições municipais de 2024, terem prometido a regularização de um terreno na Avenida das Flores em troca de “engajamento eleitoral” e “mais de 5 mil votos” da comunidade indígena Kokama.

Segundo documentos encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), a denúncia partiu de lideranças da Instituição Indígena do Povo Kokama Dois Irmãos. De acordo com o cacique e presidente Agenor Carvalho e a vice, Elizangela Araújo, a equipe de campanha coordenada pelo atual secretário extraordinário de articulação política e alguns auxiliares, teriam feito um acordo realizar a regularização fundiária de um terreno localizado no bairro Lago Azul para a implantação da “Casa de Apoio dos Povos Originários”.

Ainda segundo relatos da liderança, também houve a promessa de asfaltamento do ramal no quilômetro 28 da BR-174, no entanto, o acordo não foi cumprido.

À ouvidoria do TRE-AM, depoimentos foram prestados e manifestações formalizadas junto ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF), os representantes indígenas afirmaram que a comunidade cumpriu com o que prometeu na mobilização de eleitores, porém, depois da eleição, não houve mais retorno da equipe de campanha.

Projeto prometido

Segundo o projeto da associação, era prevista a construção de estrutura com capacidade inicial para 20 a 50 pessoas, cozinha comunitária, espaços culturais, oficina de artesanato, área verde e suporte a indígenas em trânsito em Manaus para tratamento de saúde ou estudos. A área total pretendida chegou a ser descrita como de 100 mil metros quadrados em documentos anexados.

O espaço está aberto para manifestação por parte do ex-prefeito David Almeida para esclarecimentos sobre o caso.

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