Denúncia grave: mães atípicas protestam após servidora da Semasc chamar crianças de “doidas”

Mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) protestaram em frente ao Fórum Henoch Reis, na zona Sul de Manaus, na manhã desta quarta-feira (17), após terem acesso a um áudio em que uma servidora da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) se refere às crianças como "doidas" e afirma que …

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Mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) protestaram em frente ao Fórum Henoch Reis, na zona Sul de Manaus, na manhã desta quarta-feira (17), após terem acesso a um áudio em que uma servidora da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) se refere às crianças como “doidas” e afirma que haviam “aberto um hospício”.

“Em vez dela abrir um instituto, ela fez o quê, abriu foi um hospício. Só crianças doidas ali. Hoje em dia não pode falar nada, tudo é autismo”, disse a pessoa não identificada no áudio vazado.

Segundo relato de uma das mães, ela chegou a ter crise de ansiedade ao ouvir o conteúdo. “Eu fiquei muito triste. Cheguei a ter crise de ansiedade por causa do áudio. São áudios repugnantes, que fazem a gente se sentir mal. Como mãe de duas crianças autistas, eu quero justiça pelos meus filhos e por todas as crianças”, desabafou.

A mãe ainda contou que a autora da fala também é presidente do bairro Cidadão 12, onde ambas residem, e criticou a postura da servidora. Segundo ela, em vez de apoiar as mães atípicas que dependem do instituto — que garante acesso a serviços de alto custo para as famílias —, a funcionária agiu de forma preconceituosa e desrespeitosa. As mães exigem a punição imediata da servidora.

O protesto, iniciado por volta de 9h30, buscou chamar a atenção das autoridades e da sociedade para o combate ao preconceito contra pessoas autistas.

As manifestantes estavam acompanhadas do advogado criminalista Alexandre Torres Jr., que explicou no local as medidas jurídicas que podem ser tomadas para responsabilizar a servidora pelo crime de preconceito e discriminação, previsto em lei. A Semasc é comandada por Saullo Vianna.

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