Thayná Machado era filha do empresário e dirigente histórico do PDT-AM Stones Machado
Derrotado após tentar subir impostos, governo busca alternativas para arrecadar mais

Em derrota para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Câmara dos Deputados adiou a votação da Medida Provisória 1.303/2025, que previa aumentar a arrecadação de tributos e substituía a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com isso, a MP caducou, ou seja, perdeu a validade, pois só tinha até as 23h59 de quarta-feira (08) para ser apreciada. Dessa forma, o Executivo deixou de contar com os R$ 17 bilhões em arrecadação previstos e agora busca alternativas para arrecadar mais e fechar as contas em 2026.
A estimativa inicial era de mais R$ 20,8 bilhões para os cofres públicos no próximo ano. Porém, após desidratação do texto em um acordo entre governo e parlamentares, a expectativa de receita caiu para R$ 17 bilhões, perda de quase R$ 3 bilhões.
Como a MP “caducou” (jargão para dizer que uma medida perdeu seus efeitos), o governo Lula terá impacto de R$ 46,5 bilhões no Orçamento até 2026 – R$ 31,5 bilhões de arrecadação e uma economia de R$ 15 bilhões. Agora, a equipe econômica corre para apresentar alternativas a fim de compensar a perda de arrecadação.
Antes de a Câmara retirar a MP da pauta dessa quarta — último dia para aprová-la, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que, caso a proposta perdesse validade, voltaria à mesa do presidente Lula para buscar novas medidas.
“Vamos continuar perseguindo os mesmos objetivos. (…) Se o acordo for cumprido, ele será cumprido. Se tivermos um resultado adverso, eu volto para a mesa do presidente”, disse Haddad a jornalistas.
“Vamos continuar perseguindo os mesmos objetivos. (…) Se o acordo for cumprido, ele será cumprido. Se tivermos um resultado adverso, eu volto para a mesa do presidente”, disse Haddad a jornalistas.
Para garantir a sustentabilidade da medida provisória, Lula exonerou três ministros que são deputados para votarem a favor da proposta, como noticiado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha. A medida, no entanto, não impediu o adiamento.
Fonte: Metrópoles











