Derrubada foi considerada derrota do governo Lula
Veja como votaram os deputados do AM no projeto que taxa os mais ricos

Apenas três deputados federais do Amazonas votaram pela derrubada da Medida Provisória 1303/25, conhecida como MP da Tributação, que aumentaria impostos sobre os mais ricos. A votação ocorreu na noite desta quarta-feira (8) e teve 251 votos favoráveis e 193 contrários.
Uma MP é publicada pelo governo e entra em vigor imediatamente, porém tem validade de seis meses. O voto “sim” indicava que o deputado era a favor de que a MP perdesse o efeito. Pelo Amazonas, os deputados Capitão Alberto Neto (PL), Fausto Jr. e Pauderney Avelino, ambos do União Brasil, foram favoráveis à derrubada da medida. Já os contrários foram: Adail Filho e Silas Câmara, ambos do Republicanos, Sidney Leite e Átila Lins, ambos do PSD, e Amom Mandel (Cidadania).
O prazo para aprovação da MP se encerrava nesta quarta-feira, e a Câmara votou para retirá-la de pauta — ou seja, para que não seguisse no trâmite legislativo. Com isso, o texto “caduca” e deixa de ter validade.
A proposta previa a unificação, em 18%, da tributação sobre todas as aplicações financeiras a partir de 1º de janeiro de 2026. Também aumentaria a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de algumas instituições financeiras.
Segundo o governo, a expectativa era de uma arrecadação adicional de cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025, e de R$ 21 bilhões em 2026 — valor posteriormente ajustado para R$ 17 bilhões após negociações na comissão mista que analisou o tema.
O presidente Lula (PT) criticou a derrubada da proposta, afirmando que não se trata de uma derrota de seu governo, mas sim do povo brasileiro:
“A decisão da Câmara de derrubar a medida provisória que corrigia injustiças no sistema tributário não é uma derrota imposta ao governo, mas ao povo brasileiro. Essa medida reduzia distorções ao cobrar a parte justa de quem ganha e lucra mais. Dos mais ricos”, publicou Lula em suas redes sociais.











