Em Manaus, policiais reagem ao foguetório de homenagem a membros do CV mortos no RJ

Um tumulto foi causado por um grupo contra policiais militares, que foram atacados na noite dessa quarta-feira (29) na rua São João, bairro Compensa, zona Oeste da capital. Os policiais foram acionados para atender uma denúncia de que um grupo estava reunido para homenagear membros do Comando Vermelho (CV) mortos no Rio de Janeiro. Segundo …

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Um tumulto foi causado por um grupo contra policiais militares, que foram atacados na noite dessa quarta-feira (29) na rua São João, bairro Compensa, zona Oeste da capital. Os policiais foram acionados para atender uma denúncia de que um grupo estava reunido para homenagear membros do Comando Vermelho (CV) mortos no Rio de Janeiro.

Segundo informações, quatro foragidos naturais do Amazonas, ligados ao Comando Vermelho, estão entre os mortos na megaoperação no Rio de Janeiro que aconteceu na última terça-feira (29). Eles pertenciam ao baixo escalão da facção. As identidades ainda não foram divulgadas oficialmente.

A presença dos policiais incomodou o grupo, que reagiu com tumulto e hostilidade. Um policial militar policial foi cercado por pessoas que participavam do ato. Objetos são arremessados contra ele e houve correria no local. O agente se machucou na mão e precisou de atendimento médico.

Ainda segundo a 8ª Cicom, a equipe não realizou nenhuma ação agressiva durante a ocorrência. Nenhum suspeito foi preso.

Ao chegar ao local da denúncia, a equipe da 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) encontrou o grupo reunido com fogos de artifício, em uma ação que, de acordo com relatos, era uma homenagem a membros do Comando Vermelho mortos no Rio de Janeiro.

No Rio, além dos mortos, a Polícia Civil do estado, confirmou que traficantes do Amazonas também foram presos durante a megaoperação em favelas da capital carioca. A quantidade e as identidades ainda não foram divulgadas.

Megaoperação

A megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (29) pelo governo do Rio. A ação, considerada a mais letal da história do estado, mobilizou 2,5 mil agentes civis e militares e provocou bloqueios em vias, suspensão de aulas em 83 escolas e paralisação de linhas ônibus.

Moradores relataram ter encontrado dezenas de corpos na área de mata e levaram parte deles até a Praça São Lucas, na Penha. De acordo com a Polícia Civil, 63 corpos foram localizados na região durante as buscas.

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