Ministério da Fazenda tentou barrar propostas junto a Alcolumbre, mas avanço da pauta ampliou desgaste entre Senado e governo
Alcolumbre ignora pedidos do governo Lula e avança com pautas-bomba

O Senado avançou nessa quarta-feira (10/6) com três propostas de elevado impacto fiscal, de cerca de R$ 215 bilhões, mesmo com os apelos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chegou a procurar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tentar frear o avanço das propostas. O movimento, no entanto, não surtiu efeito.
O avanço das propostas amplia a pressão sobre a relação entre Alcolumbre e o governo, que já atravessa um momento de desgaste. O atrito ganhou força após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na noite dessa quarta, o plenário do Senado aprovou o projeto que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do pré-sal para a renegociação de dívidas rurais. A equipe econômica do governo estima um impacto de R$ 140 bilhões para o Tesouro Nacional, ao longo de 10 anos.
A proposta ainda precisará passar por uma nova análise da Câmara dos Deputados. Isso, porque o relator no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), fez mudanças no texto aprovado pelos deputados.
Nos bastidores, integrantes do governo veem o retorno da matéria à Câmara como uma nova oportunidade de negociação. A avaliação é de que o Palácio do Planalto tem mais trânsito com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), o que aumenta a expectativa de ajustes na proposta antes de uma eventual sanção.
Com informações de Metrópoles










