Entidades de Classe defendem uso de pagamento da passagem em dinheiro e criticam Prefeitura de Manaus

Prefeitura anunciou que 14 linhas do transporte público irão aceitar apenas pagamentos por meios digitais Entidades de classe, associações, federações, conselhos e sindicatos assinaram uma nota defendendo o pagamento em dinheiro em espécie nos ônibus de Manaus e criticaram a Prefeitura de Manaus por medidas que proíbam os usuários do transporte público de pagar em …

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Prefeitura anunciou que 14 linhas do transporte público irão aceitar apenas pagamentos por meios digitais

Entidades de classe, associações, federações, conselhos e sindicatos assinaram uma nota defendendo o pagamento em dinheiro em espécie nos ônibus de Manaus e criticaram a Prefeitura de Manaus por medidas que proíbam os usuários do transporte público de pagar em moeda corrente nacional. A posição acontece após o prefeito David Almeida (Avante) anunciar que algumas linhas do transporte coletivo não irão mais aceitar pagamento em dinheiro. 

Segundo a nota, proibir o pagamento de passagem por meio de dinheiro é uma medida inconstitucional e fere o artigo 170 da Constituição Federal, que assegura a todos o direito de exercer atividades econômicas com mínima intervenção estatal e ampla liberdade de escolha.

Além disso, a nota ressalta que o dinheiro é meio oficial de pagamento no Brasil, citando dispositivos legislativos que garantem a liberdade econômica do cidadão que inclui o direito de escolher como pagar por um serviço essencial. De acordo com a publicação, nenhuma empresa operando sob regime de concessão pode se recusar a aceitá-lo.

A nota criticando tal medida acontece após a Prefeitura de Manaus proibir o uso de pagamento em dinheiro em 14 linhas do transporte coletivo onde passarão a operar exclusivamente com pagamento digital. 

Após o anúncio, o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) entrou com uma ação na Justiça do Amazonas no último sábado (21) solicitando o cancelamento que proíbe o pagamento da tarifa em dinheiro em espécie. No mesmo dia à noite, a Justiça deferiu o pedido do parlamentar em caráter de urgência. 

A prefeitura recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que acatou o pedido. O vereador Rodrigues Guedes anunciou que vai, novamente, recorrer da decisão. 

Por fim, a nota esclarece que o vale-transporte é um benefício, não uma obrigação. E que pode ser substituído por pagamento em dinheiro, desde que previsto em acordo coletivo — entendimento pacificado pelo TST e respaldado pelo STF.

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