Ministro da Suprema Corte teria pressionado para conclusão da venda de banco
Escândalo: Estadão reforça que Moraes ligou para Galípolo para tratar de venda do Master

Após o escândalo sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em favor do banco Master junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, outro grande veículo de imprensa noticia que o ministro entrou em contato com Galípolo, reforçando possíveis irregularidades na conduta do ministro.
Desta vez, o jornal O Estado de São Paulo publicou, nesta terça-feira (23), que Moraes ligou para Galípolo pelo menos seis vezes no mesmo dia para saber sobre o andamento da venda do banco para o Banco Regional de Brasília (BRB).
Após o caso vir à tona, Moraes e Galípolo confirmaram o encontro, mas afirmaram que trataram da aplicação da lei Magnitsky. Veja a nota na íntegra, de ambos, no fim da matéria.
Horas depois, em nova nota, o ministro negou que o encontro tenha tido como objetivo fazer lobby em favor do banco Master.
O encontro entre Moraes e Galípolo chama atenção, uma vez que a esposa do ministro, Viviane Barci, teria um contrato de R$ 130 milhões com o Master, levantando suspeitas sobre possível atuação do ministro em prol de benefícios da esposa.
O caso teve uma reviravolta após o ministro Dias Toffoli “puxar” para si o processo e decretar sigilo total. O ministro pediu para a Polícia Federal realizar oitivas envolvendo o banco.
O caso do banco Master revelou uma rede de ligações suspeitas envolvendo empresários, políticos e parentes de ministros da Suprema Corte, chamando atenção para a relação espúria entre os poderes.
Nota do ministro Alexandre de Moraes
“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.”
Nota do Banco Central
O Banco Central também se manifestou por meio de nota, veja:
“O BC confirma que manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky”.











