O Banco Central (BC) divulgou, nesta terça-feira (31), um déficit de R$ 4,16 bilhões nas empresas estatais federais em janeiro e fevereiro de 2026. O valor representa o pior desempenho para o primeiro bimestre desde o início da série histórica, em 2002. O recorde negativo anterior para o período ocorreu em 2024, com rombo de …
Estatais federais registram déficit recorde de R$ 4,16 bilhões no 1º bimestre

O Banco Central (BC) divulgou, nesta terça-feira (31), um déficit de R$ 4,16 bilhões nas empresas estatais federais em janeiro e fevereiro de 2026. O valor representa o pior desempenho para o primeiro bimestre desde o início da série histórica, em 2002. O recorde negativo anterior para o período ocorreu em 2024, com rombo de R$ 1,36 bilhão.
O prejuízo dos dois primeiros meses de 2026 já se aproxima do saldo negativo de todo o ano de 2025. No ano passado, as estatais fecharam com déficit de R$ 5,1 bilhões. O cálculo do BC exclui a Petrobras, a Eletrobras e bancos públicos.
A lista de empresas analisadas inclui Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea. O BC utiliza o conceito de variação da dívida para o balanço. Já o governo adota o modelo “acima da linha” (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).
Crise nos Correios pressiona déficit
A deterioração financeira dos Correios impulsiona o resultado negativo das estatais. Até setembro de 2025, a empresa acumulou prejuízo de R$ 6 bilhões. Estimativas mostram, porém, que o rombo da estatal pode ter atingido R$ 9,1 bilhões no fechamento do ano passado.
Em dezembro, os Correios contrataram empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. O recurso serviu para quitar dívidas e aliviar o caixa da estatal.
Fonte: Revista Oeste











