Evangélico do PL, foragido, suspeito de golpe milionário, teve bênção de Alfredo Nascimento para Aleam

Anderson foi o primeiro pré-candidato do PL a deputado estadual no Amazonas

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Anunciado com pompas como o primeiro pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL), com a bênção do presidente do partido, Alfredo Nascimento, Anderson Ricardo Lima dos Santos, conhecido como Anderson Bandeira, é considerado foragido da Justiça, suspeito de participar de uma quadrilha criminosa que aplicava golpes avaliados em R$ 75 milhões, segundo a Polícia Civil do Amazonas.

O rótulo de “primeiro candidato” da sigla reflete a importância que ele tinha dentro do núcleo partidário e a confiança do líder da legenda. Durante a sua pré-campanha, ele participou de diversos eventos do PL, inclusive com a presença de Alfredo Nascimento em todos eles, apoiando o nome de Anderson. Em nota, a sigla afirmou que Anderson foi expulso do partido. Veja na íntegra abaixo.

Anderson se apresentava nas redes sociais como um homem íntegro; dizia-se cristão, servo de Deus, lia versículos bíblicos para seu público e falava sobre honestidade. Mas, por trás das câmeras, ele seria outra pessoa.

Isso é o que aponta a Polícia Civil do Amazonas, que deflagrou a Operação Negócio Turvo, na última terça-feira (24), para desarticular organização criminosa responsável por um golpe avaliado em R$ 75 milhões por meio de pirâmide financeira.

Segundo a investigação, a quadrilha, por meio de empresas fraudulentas, captava recursos de pessoas prometendo retornos acima dos obtidos no mercado financeiro legal. Para passar a impressão de negócio honesto, a empresa pagava as primeiras parcelas, mas, posteriormente, os valores eram suspensos.

A operação foi deflagrada pelo 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que cumpriu oito mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão domiciliar, além de três empresariais, sendo um no estado do Rio de Janeiro.

Segundo o titular da delegacia, o delegado Leonardo Marinho, as investigações tiveram início a partir do registro de boletins de ocorrência em diversas delegacias da capital, além da oitiva de testemunhas e de ex-funcionários de uma empresa responsável pela captação de clientes interessados em obter rendimentos financeiros.

“A empresa prometia ganhos vultosos, de forma fraudulenta, a vítimas, como servidores públicos, utilizando dados do Portal da Transparência para induzi-las à contratação de empréstimos bancários. Os valores eram rapidamente transferidos para contas controladas pela organização criminosa, sendo firmados contratos de cessão de crédito com o objetivo de dar aparência de legalidade às operações”, relatou o delegado.

Quem foram presos na operação

Foram presos Adrião Severiano Nunes Júnior, Bruno Muniz Rodrigues, Carla Castro da Silva, Gabriel Azevedo da Fonseca, João Pedro Guimarães de Araújo, Raquel Souza da Silva, Tayana Graça da Silva Alé e Tony Philip Ferreira da Silva.

Papel de Anderson

As apurações também constataram que parte dos investigados era composta por ex-funcionários de outra empresa, igualmente envolvida em esquema de pirâmide financeira, com modus operandi semelhante. Em razão da experiência adquirida, esses indivíduos passaram a atuar na empresa atualmente investigada.

“Foram realizadas diversas análises de vínculos entre os investigados, o que permitiu identificar que a organização era totalmente estruturada, com membros diretivos e sócios da empresa, Bruno e João, ambos já presos, contando ainda com o apoio de Anderson”, explicou o delegado.

Ação policial

Em Manaus, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em diversos bairros, incluindo a empresa alvo da operação.

Durante as diligências, foram apreendidos 32 veículos, sendo 28 carros e quatro motocicletas. Os policiais também realizaram diligências em um condomínio residencial no bairro Parque 10 de Novembro, zona centro-sul da capital.

Todos os veículos foram encaminhados à sede da Delegacia Geral (DG). Além disso, foram apreendidos uma arma de fogo, munições, documentos, notebooks, pendrives e discos rígidos.

Os envolvidos responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos, permanecendo à disposição da Justiça.

Procurados

A PC-AM solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Anderson Ricardo Lima dos Santos, Carlos Augusto da Silva Freitas e Emanuelle Rosa Ramos dos Santos seja repassada pelos números (92) 3667-7625 (apenas ligações), do disque-denúncia do 25º DIP; 197 ou (92) 3667-7575, da PC-AM; ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). A identidade do denunciante será mantida em absoluto sigilo.

Partido expulsou

Após a repercussão do caso, o PL amazonas afirmou que expulsou Anderson da sigla. Veja nota na íntegra.

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