Feirante alegou que a perseguição veio após ela solicitar melhorias de trabalho
Feirante desmente Semacc após suspensão de 20 dias e alega perseguição política

A feirante Marliene Silva dos Santos e ex-presidente da Feira da Aparecida, desmentiu a nota da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), comandada por Wanderson Costa, onde alegou que ela e testemunhas confirmaram supostas agressões verbais ao administrador da feira, Júlio César. Marli, como é conhecida, ainda disse que sequer foi ouvida pela pasta.
Na nota, a Semacc disse que a feirante já chegou a ter um desentendimento com o administrador da feira, porém Marliene afirmou que nunca usou palavras de baixo calão contra o administrador da feira, Júlio César. No entanto, ela alegou que já haviam resolvido a questão. Após, disse que foi surpreendida com a suspensão de 20 dias. A permissionária declarou ainda que não haviam testemunhas no momento da discussão com o administrador.
“Todas as testemunhas ouvidas — entre elas integrantes da própria feira — confirmaram as agressões verbais e expressões de baixo calão proferidas pela permissionária. A própria envolvida confessou, em audiência, a autoria das ofensas. Ressalta-se que esta não é a primeira infração cometida por Marliene Silva dos Santos, que já havia sido penalizada em 2022 por comportamento semelhante, o que caracterizou reincidência”, disse a nota da secretaria.
Marliene se manifestou após servidores da secretaria entregarem um documento de suspensão impedindo-a de trabalhar por 20 dias sem motivação aparente da suspensão. Segundo a feirante, ela não teve direito de defesa. Os colegas de Marli classificaram a ação como perseguição política por parte do secretário e da Prefeitura de Manaus. A permissionária alegou que a perseguição é em razão da mesma ter solicitado melhorias de trabalho há oito meses para ela e os demais pela fata de infraestrutura e de energia no local.
Com a suspensão, a feirante disse que está sofrendo prejuízos com a perda de mercadorias.
Precariedade da feira
Marliene ainda denunciou que estava chovendo dentro das tendas dela e dos colegas da feira, e que não há energia, e que o secretário Wanderson e o administrador não gostam das reivindicações feitas.
Outro caso
Em março, o Foco no Fato noticiou o episódio da feirante Veridiana Maia, que teve o ponto de venda de frutas lacrado pelos servidores da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Feiras e Mercados (Semacc). Segundo a comerciante, ela teve a banca retirada por perseguição política por ter votado no deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), nas eleições de 2024.
Segundo relatos da permissionária que atua há 30 anos na feira, agentes da prefeitura acompanhados de guardas municipais foram ao local notificar a vendedora sobre a retirada de seu espaço, alegando irregularidades no uso do box e dizendo que o mesmo havia sido vendido, causando estranheza da própria permissionária e de outros permissionários, já que o box está regular e não estava à venda.
Momento que servidores entregam notificação de suspensão:












