???? Fernando Haddad é recebido como ministro da Fazenda em almoço com banqueiros

Cotado para assumir o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad já foi tratado como o comandante de uma das cadeiras mais importantes no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o almoço organizado nesta sexta-feira, 25, pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) que reuniu cerca de 350 pessoas na capital paulista, incluindo os principais nomes do setor bancário brasileiro. …

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Cotado para assumir o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad já foi tratado como o comandante de uma das cadeiras mais importantes no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o almoço organizado nesta sexta-feira, 25, pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) que reuniu cerca de 350 pessoas na capital paulista, incluindo os principais nomes do setor bancário brasileiro.

O encontro começou às 11h, mas os presidentes dos bancos se reuniram em um espaço separado, à espera de Haddad, que se uniu ao grupo um pouco antes do meio-dia. Pouco depois disso, todos os executivos se sentaram à mesa. À frente de Haddad se sentou o presidente do Bradesco e da Febraban, Octávio de Lazari Jr.

Ao lado esquerdo do ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo sentou-se o presidente executivo da Febraban, Isac Sidney, e à sua direita André Esteves, fundador do BTG Pactual. Oficialmente, Haddad veio representando o presidente eleito. Ainda no encontro está presente o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Durante sua apresentação, o presidente do BC chegou a chamar Haddad de ministro, causando surpresa entre o público. Alexandre Padilha, outro cotado para a Fazenda, também acompanhava o evento na plateia.

Em seu discurso, Isac Sidney afirmou que se espera para a economia, de modo a se atrair investimentos ao País, que o Brasil volte a ter previsibilidade, incluindo “estabilidade macroeconômica” e destacou a necessidade de inflação baixa.

Disse ainda que, em 2023, seria importante que o Brasil se debruçasse sobre a reforma tributária. “Temos que por fim a um modelo tributário falido”, disse. “O que os bancos querem é uma economia saudável”. Em mensagem direta ao governo eleito, Sidney disse que os bancos são favoráveis à distribuição de renda, mas que é preciso que o País cresça para sustentar políticas sociais.A proposta que estaria sendo aventada seria Haddad assumir a Fazenda, ao passo que o economista Pérsio Arida, que também faz parte do grupo de transição, ocupe o Planejamento, em uma espécie de dobradinha, em uma cisão do Ministério de Economia criada pelo governo de Jair Bolsonaro e ocupada pelos últimos quatro anos por Paulo Guedes.

Fonte: Estado de S. Paulo

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