Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL
Flávio Bolsonaro sai em defesa de Valdemar, investigado por desvio de dinheiro público

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, e disse que o presidente do Partido Liberal “saberá dar todas as respostas aos pontos levantados”.
O pré-candidato à Presidência do PL ainda afirmou que é “natural que ele [Valdemar] atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL”.
Em publicação na rede social, Flávio Bolsonaro acusou a Polícia Federal (PF) de atuar de forma seletiva “para constranger um adversário político do atual governo”.
“A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar”, disse Flávio nas redes sociais.
Bloqueio de bens de Valdemar
Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de de R$ 119.216.703,15 em bens de Valdemar Costa Neto, no âmbito de uma investigação da PF que apura o suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.
A PF investiga um esquema de no qual Valdemar, mesmo sem ter mandato parlamentar, teria direcionado verbas públicas de emendas de comissão e da Mesa Diretora para supostamente atender a interesses privados.
“Basicamente, Valdemar Costa Neto contava com autonomia para direcionar recursos de emendas (de comissão, proeminentemente) conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”, diz Dino na decisão.
A PF, citada por Dino na decisão judicial, afirma que três servidores da Câmara dos Deputados – Mariângela Fialek (conhecida como “Tuca”), Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto, atuaram para desviar recursos de 21 emendas parlamentares, que somam o montante de R$ 119,2 milhões, sob suposta coordenação do presidente do PL.
Com informações de Metrópoles









