Reino Unido e outros 11 países sancionaram assentamentos israelenses na Cisjordânia e chanceler britânico criticou governo Netanyahu
Israel retalia sanções e fecha consulado britânico em Jerusalém

O governo de Israel reagiu às sanções contra assentamentos israelenses na Cisjordânia, lideradas pelo Reino Unido e anunciou que, em retaliação, vai fechar o consulado britânico em Jerusalém.
As contramedidas de Israel incluem a expulsão de representantes britânicos do Centro de Assistência Internacional a Gaza e a interrupção da atividade britânica de treinamento das forças da Autoridade Palestina.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar (foto em destaque), anunciou que “12 parlamentares e cidadãos britânicos envolvidos em atividades anti-Israel e antissemitas” serão impedidos de entrar em Israel.
“Rejeitamos, de forma absoluta, as mentiras ultrajantes e as ações do governo trabalhista britânico. A mensagem para todo governo que nos prejudica é clara: vocês perderão sua influência e relevância na região”, disse o chanceler israelense.
Sanções contra assentamentos israelenses
O Reino Unido, o Canadá e a França anunciaram nesta terça-feira (8/9) sanções contra assentamentos israelenses na Cisjordânia — território reconhecido na ONU como palestino, ocupado por Israel desde 1967.
O chanceler do Reino Unido, Ed Miliband, criticou fortemente ações do governo de Benjamin Netanyahu e afirmou que “colonos terroristas” realizam “assentamentos ilegais”.
As medidas incluem a proibição de importar produtos de assentamentos israelenses e a proibição de anúncios de terrenos nessas áreas.
Além de Reino Unido, Canadá e França, outros nove países se comprometeram a introduzir restrições nacionais ou apoiar restrições europeias ao comércio de bens: Dinamarca, Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia.
Com informações de Metrópoles










