Justiça do AM afirma que box de feirante defendida pelos vereadores Salazar e Rosses é ilegal

Durante a fiscalização, os parlamentares entraram em uma confusão com servidores da Prefeitura de Manaus

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A Prefeitura de Manaus, por meio da Procuradoria-Geral do Município (PGM), informou que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio do desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior, reverteu uma liminar que garantia a permissão de uso de um boxe na feira da Banana, localizada no Centro da capital.

Na ocasião, os vereadores Sargento Salazar e Coronel Rosses, ambos do PL, foram até o local verificar a situação da feirante. Durante a fiscalização, os parlamentares entraram em uma confusão com servidores da Prefeitura de Manaus. A postura dos parlamentares levou o presidente dos feirantes a pedir a cassação dos vereadores.

Na decisão, justificou-se que os atos da administração pública gozam de presunção de legalidade e legitimidade, e a suspensão da medida administrativa só poderia ocorrer diante de prova robusta de ilegalidade — o que não foi constatado nos autos.

Durante um processo administrativo rigoroso, ficou comprovado que a permissionária realizava a cessão ilegal do boxe a terceiros, configurando violação direta ao Artigo 33, Inciso I, da Lei Municipal nº 123/2004. A legislação proíbe expressamente a transferência do uso de espaços públicos sem autorização formal do poder público.

Para a Justiça, a manutenção da liminar imposta em primeira instância geraria grave risco à ordem pública administrativa, enfraquecendo o poder de polícia da administração municipal e comprometendo o correto uso dos espaços públicos destinados ao comércio popular.

Desta forma, a gestão municipal reafirma seu compromisso com a legalidade dos atos públicos e com a ordem dos espaços municipais.

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