Proposta prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário
Lula envia projeto para acabar com escala 6×1 e reduzir jornada para 40 horas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), um Projeto de Lei que prevê mudanças na jornada de trabalho no país.
A proposta, publicada em edição extra do Diário Oficial, estabelece o fim da escala 6×1 e propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. O texto foi enviado com urgência constitucional, o que determina prazo de até 45 dias para análise pelo Legislativo.
Nova escala prevê dois dias de descanso
Caso aprovado, o projeto altera a atual lógica de trabalho, passando a adotar o modelo de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso remunerado.
Segundo o governo, a mudança não prevê redução salarial, mantendo a remuneração integral dos trabalhadores mesmo com a diminuição da carga horária.
Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a proposta busca ampliar o tempo livre dos trabalhadores. “A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar”, declarou.
Medida terá aplicação ampla
De acordo com o texto, a proposta terá aplicação geral e alcançará diversas categorias profissionais regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre os grupos contemplados estão trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas, entre outros.
O projeto também estabelece que o limite de 40 horas semanais será aplicado inclusive em regimes especiais e escalas diferenciadas.
Projeto segue para análise do Congresso
Com o envio em regime de urgência, o Congresso Nacional deverá analisar a proposta dentro do prazo estabelecido. Caso não haja deliberação no período, a pauta pode trancar outras votações até que o texto seja apreciado.
O governo federal afirma que a medida está relacionada à melhoria da qualidade de vida e às condições de trabalho no país, mantendo a remuneração dos trabalhadores.
Fonte: Governo Federal










