Ex-deputado resiste à pressão para disputar a Câmara Federal e decisão pode aumentar o impasse na construção da chapa ligada ao presidente Lula no Estado
Marcelo Ramos peita o PT, desafia Braga e mantém candidatura ao Senado

O ex-deputado federal Marcelo Ramos decidiu manter sua pré-candidatura ao Senado pelo PT no Amazonas e, pelo menos por enquanto, não pretende seguir a orientação da direção nacional do partido para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
A posição de Marcelo adiciona um novo ingrediente às articulações da base política ligada ao presidente Lula no Amazonas. Segundo o ex-deputado, sua pré-candidatura representa o desejo de militantes e eleitores que defendem a presença de um nome do campo progressista na corrida pelas duas vagas que estarão em disputa para o Senado.
Marcelo afirmou que tomou a decisão após conversar com dirigentes partidários, familiares e apoiadores. Mesmo diante das movimentações nos bastidores, ele sinalizou que não pretende recuar neste momento e que seguirá dialogando com a população enquanto aguarda uma definição oficial do PT sobre a estratégia eleitoral para 2026.
De acordo com as informações divulgadas, a orientação para que Marcelo Ramos abandonasse a disputa pelo Senado e concorresse novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados teria sido apresentada durante uma reunião realizada em Brasília, no último dia 10.
Marcelo, no entanto, decidiu resistir.
Segundo o próprio ex-deputado, a articulação para reduzir o número de candidaturas ao Senado dentro da base governista teria influência do senador Eduardo Braga (MDB), que defenderia uma composição com apenas um candidato ao Senado representando o grupo político de apoio ao presidente Lula no Amazonas.
A permanência de Marcelo Ramos na corrida cria um cenário de maior complexidade para a montagem da chapa da esquerda e do centro no Amazonas.
Isso porque a definição das candidaturas ao Senado passa diretamente pela construção de uma aliança ampla envolvendo PT, PSD e MDB. Com duas vagas em disputa em 2026, a insistência de Marcelo em permanecer no páreo pode provocar uma disputa interna por espaço justamente no momento em que as principais lideranças tentam consolidar uma composição única.
Ao manter sua pré-candidatura, Marcelo Ramos também envia um recado político: não pretende abrir mão facilmente de seu projeto eleitoral.
Agora, a decisão final estará nas mãos das direções partidárias e das articulações nacionais. Até lá, Marcelo segue no jogo e aumenta a pressão sobre a base de Lula no Amazonas.
A pergunta que passa a movimentar os bastidores é direta: o PT nacional conseguirá convencer Marcelo Ramos a recuar ou o ex-deputado levará sua pré-candidatura ao Senado até as convenções?
No tabuleiro eleitoral de 2026, a resposta poderá influenciar diretamente não apenas o futuro político de Marcelo, mas também a estratégia de Omar Aziz, Eduardo Braga e de toda a base governista no Amazonas.










