Maria Corina Machado dedica prêmio a Trump e afirma que Nobel da Paz é ‘impulso para liberdade’

Líder da oposição venezuelana faz primeira publicação sobre vitória ao prêmio nas redes sociais.

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Em uma publicação na rede social X, a política de oposição da Venezuela e agora laureada com o prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, afirmou que a vitória da premiação foi um ‘impulso’ para alcançar a liberdade’. Escrevendo que a ‘Venezuela será livre’, Maria diz:

‘Estamos no limiar da vitória e, hoje, mais do que nunca, contamos com o presidente Trump, o povo dos Estados Unidos, o povo da América Latina e as nações democráticas do mundo como nossos principais aliados para alcançar a liberdade e a democracia’.

Depois, em outra publicação, dessa vez em inglês, ela escreve que dedicava o prêmio ao ‘povo sofredor da Venezuela e ao Presidente Trump por seu apoio decisivo à nossa causa!’.

Segundo os votantes, a escolha pelo nome dela se deve ao fato de defender diretamente a democracia no território da Venezuela e por ser uma das ferrenhas afrontadoras do governo de Nicolás Maduro.

O texto divulgado pelo comitê afirma que:

‘A laureada pela paz Maria Corina Machado demonstrou que as ferramentas da democracia também são ferramentas da paz. Ela personifica a esperança de um futuro diferente, onde os direitos fundamentais dos cidadãos sejam protegidos e suas vozes sejam ouvidas’.

Além disso, ela foi uma das fundadoras da Súmate, que promove eleições livres e justas e realizou treinamentos e monitoramento eleitoral. Em 2010, foi eleita para a Assembleia Nacional, obtendo um número recorde de votos. O regime a destituiu do cargo em 2014. A Sra. Machado lidera o partido de oposição Vente Venezuela e, em 2017, ajudou a fundar a aliança Soy Venezuela, que une forças pró-democracia no país, independentemente de divisões políticas.

Em 2023, anunciou sua candidatura à presidência para as eleições presidenciais de 2024. Quando foi impedida de concorrer, apoiou o candidato alternativo da oposição, Edmundo González Urrutia. A oposição se mobilizou amplamente e coletou documentação sistemática de que era a verdadeira vencedora da eleição. O regime declarou vitória e reforçou seu controle sobre o poder.

O Nobel da Paz lembra que, neste ano, a vencedora foi forçada a viver escondida por conta das ameaças contra a vida e pela perseguição política. Mesmo ameaçada, ‘ela permaneceu no país, uma escolha que inspirou milhões de pessoas’.

‘Quando autoritários tomam o poder, é crucial reconhecer os corajosos defensores da liberdade que se levantam e resistem. A democracia depende de pessoas que se recusam a ficar em silêncio, que ousam dar um passo à frente apesar dos graves riscos e que nos lembram que a liberdade nunca deve ser considerada garantida, mas sempre defendida – com palavras, coragem e determinação’, completa o texto do site do Nobel.

Maria Corina Machado estou engenharia e finanças e teve uma curta carreira na área de negócios. Em 1992, fundou a Fundação Atenea, que trabalha em benefício de crianças de rua em Caracas.

O prêmio é de 11 milhões de coroas suecas no total, equivalente à cerca de R$ 6,2 milhões de reais, e vai inteiramente para o vencedor.

Por que Trump não ganhou?

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

Questionado sobre a tentativa de Trump de vencer a premiação, Jørgen Watne Frydnes, presidente do Comitê Norueguês do Nobel, respondeu que:

‘Na história longa desse prêmio Nobel da Paz já vimos campanha, cartas e muito mais. Este comitê se reúne em uma sala cheia de retratos de todos os laureados, e essa sala está repleta de coragem e integridade. Portanto, baseamos nossa decisão apenas no trabalho e na vontade de Alfred Nobel’.

Além disso, em respostas vistas como indiretas a Trump, ele citou que a democracia está cada vez mais ameaçada no mundo e defensores devem ser lembrados.

‘Vivemos em um mundo onde a democracia está em declínio, onde cada vez mais regimes autoritários estão desafiando normas e recorrendo à violência. Quando autoritários tomam o poder, é crucial reconhecer os corajosos defensores da liberdade que se levantam e resistem. A democracia depende de pessoas que se recusam a ficar em silêncio, que ousam dar um passo à frente apesar dos graves riscos e que nos lembram que a liberdade nunca deve ser considerada garantida, mas deve ser sempre defendida com palavras, coragem e determinação’.

O objetivo é tentar blindar a decisão. Segundo especialistas ouvidos pela imprensa internacional, outros motivos fora das guerras na qual ele conseguiu parar estão em foco para a escolha do Nobel da Paz.

Suas políticas que atingem os direitos humanos são consideradas focos importantes, como a contra imigrantes nos Estados Unidos. Elas acabam dificultando vitória no prêmio.

Posteriormente, a Casa Branca reagiu ao prêmio deste ano através de uma publicação do porta-voz Steven Cheung nas redes sociais. Ele escreveu que Trump seguirá ‘fazendo acordos de paz, encerrando guerras e salvando vidas’

‘Ele tem o coração de um humanitário, e nunca haverá ninguém como ele, capaz de mover montanhas com a força de sua vontade. O Comitê Nobel provou que eles colocam a política acima da paz’, completou.

Com informações CBN

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